Ó bom Mestre, Jesus Cristo, eu estava sem nenhum socorro, não pedia nada, nem sequer pensava nisso, e a tua luz iluminou-me na minha noite. […] Tiraste-me o fardo que me esmagava, afastaste os que me atacavam, chamaste-me por um nome novo (cf Ap 2,17), parecido com o teu, o nome de cristão. Estava desfeito e Tu me ergueste e me disseste: «Tem confiança, Eu resgatei-te, Eu, que dei a vida por ti. Se quiseres prender-te a Mim, escaparás ao mal e ao abismo para onde corres, e conduzir-te-ei ao meu Reino». Sim, Senhor, Tu fizeste tudo por mim! Eu estava nas trevas e nãoLeia mais →

Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante dele». Abraçaram-no para que se cumprissem aquelas palavras: «Abraçá-lo-ei e já não o soltarei» (Cânt 3,4). As mulheres seriam fisicamente fracas, mas a sua coragem era viril. A abundância das águas não tinha força para apagar o seu amor, nem os rios podiam engoli-lo. Aquele que procuravam morrera, mas a sua esperança na ressurreição não se havia extinguido. E o anjo dirige-se-lhes de novo: «Não temais» (Mt 28,5). Não digo este «não temais» aos soldados, mas a vós. A eles, deixai-os temer, para que, instruídos pela experiência, possam ser testemunhasLeia mais →

Maria», reconheço-te pelo teu nome, aprende Tu a conhecer-Me pela fé. «”Rabuni!”, disse ela, que quer dizer: “Mestre!”, ensina-me a procurar-Te, ensina-me a tocar-Te». Jesus respondeu-lhe: «Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai»: ainda não acreditas que Eu sou igual, coeterno e consubstancial ao Pai; se acreditares nisso, tocar-Me-ás. A tua visão detém-se no homem; é por isso que não acreditas, porque não se acredita naquilo que se vê. Tu não vês a Deus; acredita e vê-lo-ás. Pela tua fé, tocar-Me-ás, como a mulher que tocou na franja do meu manto e ficou imediatamente curada (cf Mt 9,20-22). Porquê? Porque Me tocouLeia mais →

Tu ressuscitaste dos mortos, Tu, que és a vida de todos, e um anjo de luz gritou às mulheres: «Não choreis, ide contar a boa nova aos apóstolos, cantai a plenos pulmões que Ele ressuscitou, Ele, Cristo Senhor, que, sendo Deus, quis salvar o gênero humano!». Senhor, eu ouvi o mistério da tua encarnação, considerei as tuas obras e glorifiquei a tua divindade. Cristo, nosso Deus, foste pregado na cruz por um bando de rebeldes, e por essa cruz salvaste, na tua misericórdia, aqueles que glorificam a tua ressurreição. Ao dar-me a comer o fruto da árvore, o inimigo expulsou-me do Éden; porém, graças àLeia mais →

Escuta, Adão, e alegra-te com Eva, pois aquele que vos despojou a ambos e, com o seu engano, vos tornou cativos foi reduzido à impotência na cruz de Cristo. Hoje, ó Cristo, aboliste o império da morte com o teu poder e libertaste, ó doador da vida, as almas dos homens graças à tua ressurreição, Tu, nosso Salvador. Como a multidão dos anjos no Céu, assim o gênero humano celebra na terra a santíssima ressurreição da tua bondade, Senhor. Hoje, Cristo ressuscitou do túmulo, do qual fez sair a incorruptibilidade para todos os mortais, e, na sua misericórdia, inaugurou com as portadoras de perfumes aLeia mais →

Através da cruz, a morte que se abateu sobre o género humano por ter comido do fruto da árvore foi hoje reduzida à impotência; pois a maldição que a nossa raça tinha herdado dos nossos primeiros pais foi apagada graças à descendência da puríssima Mãe de Deus, aquela que todos os poderes do Céu engrandecem. Foi na tua essência humana que sofreste, à maneira de um homem, a Paixão, e não na tua natureza divina, Senhor: impassível na tua divindade, foi na carne assumida que suportaste todos os sofrimentos; por isso Te louvamos, Senhor, em ambas as essências. Num desígnio de misericórdia, o Mestre aniquilou-SeLeia mais →

«Prodígio assustador: como pode o túmulo conter-Te, meu filho, se os limites do mundo Te não contêm?» perguntava a Virgem. «A luz dos meus olhos escureceu. Como é possível que, sem o Sol se pôr, eu Te veja desaparecer sob a terra!» […] O Sol revestiu-se de trevas ao ver-Te, a Ti, Uno da Trindade, esconder os teus raios sob a terra e desnudar as cavernas do Inferno, resgatando à força o condenado aos grilhões e perdoando-lhe a pena. Vinde, almas todas dos fiéis que correis para o túmulo com perfumes, porque eis que irrompe a boa nova da alegria e do júbilo: Cristo SalvadorLeia mais →

Aqui estamos nós, na grande e santa semana dos sofrimentos de Cristo, para aprendemos uma vez mais quantas vezes, quando e a que ponto o Senhor da glória (cf 1Cor 2,8), nosso Deus e Criador, Se humilhou por nós. Somos iluminados quando de novo penetramos em tudo isto. Com efeito, só um coração de pedra não se compadeceria ao ver o Senhor ser entregue por um discípulo nas mãos dos ímpios (cf At 2, 23), amarrado pelos soldados e levado a um tribunal, onde foi condenado – Ele, que é a Verdade, chamado impostor e charlatão (cf Mt 27,63), Ele, que é o Salvador deLeia mais →

Vimos Cristo obedecer à Lei de Moisés, o que quer dizer que Deus, o legislador, Se submeteu, como um homem, às suas próprias leis, como nos ensina São Paulo […]: «Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que se encontravam sob o jugo da Lei» (Gal 4,4-5). Por conseguinte, Cristo resgatou da maldição da Lei os que a ela estavam sujeitos, mas não a observavam. De que modo os resgatou? Aperfeiçoando esta Lei; dito de outro modo, a fim de apagar a transgressão da qual Adão se tornara culpado, Ele foiLeia mais →