Jesus Cristo era Filho de Deus, mas só começou a pregar depois do seu batismo. Se o próprio Mestre dispôs o tempo segundo uma ordem, deveremos nós, que somos servos, erguer-nos, temerários e rudes? Jesus iniciou a pregação exatamente quando o Espírito Santo desceu sobre Ele sob forma corpórea de uma pomba, não para Se manifestar a Jesus pela primeira vez (pois Ele conhecia o Espírito antes de Este vir sob forma corpórea), mas para que João, que batizou Jesus, visse o Espírito: «Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: “Aquele sobre quem vires o EspíritoLeia mais →

[«Convertei-vos e que cada um receba o batismo em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos seus pecados», At 2,38] Vós, que ides ser batizados, já sois discípulos da Nova Aliança e participantes nos mistérios de Cristo; já […] criastes «um coração novo e um espírito novo» (Ez 18,31), para alegria dos habitantes do Céu. […] Iniciastes uma viagem […]: tendes o Filho único de Deus à vossa espera, pronto para vos resgatar. «Vinde», diz Ele, «vós que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei» (Mt 11,28). Vós, que andais acabrunhados e afligidos pelos vossos pecados, enredados nas malhas dos vossos erros (cfLeia mais →

«Quem achará um homem verdadeiramente fiel?», pergunta a Escritura (Prov 20,6). Não to digo para te incitar a abrires-me o coração, mas para que mostres a Deus a candura da tua fé, a esse Deus que sonda os rins e os corações, e que conhece os pensamentos dos homens (cf Sl 7,10; 93,11). Sim, grande coisa é um homem de fé, mais rico do que todos os ricos. Com efeito, o crente possui todas as riquezas do Universo, dado que as despreza e as esmaga aos pés; já os ricos, mesmo que possuam imensas coisas materiais, são espiritualmente pobres: quanto mais juntam, mais consumidos seLeia mais →

Nosso Senhor Jesus Cristo virá dos céus e virá no fim deste mundo, no último dia; porque este mundo terá um fim, e este mundo criado será renovado. Efetivamente, uma vez que a corrupção, os roubos, os adultérios e toda a espécie de faltas se espalharam sobre a Terra e «derramam sangue sobre sangue» (Os 4,2), para que esta admirável morada não permaneça cheia de injustiça, este mundo desaparecerá e surgirá outro mais belo. […] Escutai o que diz Isaías: «Os céus enrolam-se como um pergaminho, os seus exércitos extinguem-se e caem como folhas mortas de vinha ou de figueira» (Is 34,4). E o EvangelhoLeia mais →

São Cirilo de Jerusalém (313-350)Catequese batismal, n.° 13Fonte: Evangelho Cotidiano Dizia São Paulo: «Quanto a mim, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6,14). Foi coisa deveras admirável ter aquele cego de nascença recuperado a vista em Siloé; mas que significou isso para os cegos de todo o mundo? A ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias, foi coisa grande, que ultrapassou a natureza; mas essa graça aproveitou apenas a ele, nada trouxe a todos os que, no mundo, tinham morrido pelos seus pecados. Foi assombroso fazer brotar, a partir de apenas cinco pães, alimento bastanteLeia mais →

Não devemos ter vergonha da cruz do Salvador, mas gloriar-nos nela. «A linguagem da cruz é escândalo para os judeus e loucura para os gentios», mas para nós é salvação. É loucura para os que se perdem e poder de Deus para os que se salvam (1Cor 1,18-24). Não foi apenas um homem que morreu, mas o Filho de Deus, Deus feito homem. No tempo de Moisés, o cordeiro afastou o anjo exterminador (Ex 12,23); pois muito mais «o Cordeiro de Deus que vai tirar o pecado do mundo» (Jo 1,29) nos libertou dos nossos pecados. […] Ele não deixou esta vida obrigado, não foiLeia mais →

Ele foi realmente crucificado pelos nossos pecados. Quem quiser negá-lo, será confundido por este lugar ilustre, por este Gólgota abençoado onde estamos reunidos precisamente por causa daquele que ali foi crucificado; e pelo madeiro da cruz, que, dividido em fragmentos, enche hoje a terra inteira. Ele não foi crucificado pelos seus próprios pecados, mas para que nós fôssemos libertados dos nossos. Por isso, foi desprezado pelos homens e, como homem, esbofeteado; mas, como Deus, foi reconhecido por toda a criação: pois o Sol, ao ver o seu Senhor ultrajado, afastou-se tremendo, incapaz de suportar tal visão. […] Não nos envergonhemos da cruz de Cristo; mesmoLeia mais →

Anunciamos a vinda de Cristo: não apenas a sua primeira vinda, mas também uma segunda, bem mais gloriosa. Com efeito, a primeira foi marcada pelo signo da paciência, enquanto a outra trará o diadema da realeza divina. Aquando da primeira vinda, Ele foi enfaixado e deitado na manjedoura; aquando da segunda, será «envolvido em luz como num manto» (Sl 103,2). Aquando da primeira, suportou a cruz e desprezou a vergonha; aquando da segunda, avançará para a glória escoltado por um exército de anjos. Não nos basta já apoiarmo-nos na primeira vinda; continuamos à espera da segunda. E, depois de termos dito, aquando da primeira: «BenditoLeia mais →

Muito haveria a dizer acerca da fé. Mas basta-nos lançar olhar sobre um dos modelos que o Antigo Testamento nos dá, Abraão, pois somos seus filhos pela fé. Ele não foi justificado só pelas obras, mas também pela fé: praticara muitas ações boas, mas só depois de ter dado prova da sua fé foi chamado amigo de Deus. As suas obras tornaram-se perfeitas pela sua fé. De fato, foi pela fé que deixou os seus pais; foi pela fé que deixou a sua pátria e a sua casa. Ora, da mesma forma que ele foi justificado, também tu te tornas justo. Com o passar doLeia mais →

Acreditai em Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, mas, segundo o Evangelho, seu Filho único: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). […] Ele é o Filho de Deus por natureza e não por adoção, pois nasceu do Pai. […] Porque o Pai, sendo Deus verdadeiro, gerou o Filho à sua semelhança, Deus verdadeiro. […] Cristo é filho por natureza, um verdadeiro filho, não um filho adotivo como vós, os novos batizados, que agora vos tornastes filhos de Deus. Porque vos tornastesLeia mais →