Toda a obra contida nos santos livros anuncia por palavras, revela por fatos e estabelece com exemplos a vinda de Jesus Cristo nosso Senhor, que, enviado por seu Pai, Se fez homem, nascendo de uma virgem por ação do Espírito Santo. Com efeito, durante todo o processo da criação, é Ele que, através de prefigurações verdadeiras e manifestas, gera, lava, santifica, escolhe, separa e resgata a Igreja nos patriarcas: pelo sono de Adão, pelo dilúvio de Noé, pela justificação de Abraão, pelo nascimento de Isaac, pela servidão de Jacob. Numa palavra, ao longo dos tempos, o conjunto das profecias, essa realização do plano secreto deLeia mais →

Peço-Te, Pai Santo, Deus Todo-Poderoso, que conserves intacto o fervor da minha fé e, até ao último suspiro, me concedas conformar a minha voz às minhas convicções profundas. Sim, que eu conserve sempre aquilo que afirmei no credo que foi proclamado aquando do meu novo nascimento, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Concede-me que Te adore, a Ti, Pai nosso, e ao teu Filho, que é um só Deus contigo; faz com que obtenha o teu Espírito Santo, que de Ti procede, pelo teu Filho único. A minha fé tem a seu favor uma excelente testemunha: Aquele que declara: «Pai,Leia mais →

«Ouvistes que foi dito: “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”». Com efeito, a Lei exigia o amor ao próximo, mas permitia odiar o inimigo. A fé, pelo contrário, prescreve o amor aos inimigos e, através do sentimento universal da caridade, destrói os movimentos de violência que há no espírito do homem, não apenas impedindo a cólera de se vingar, mas apaziguando-a até nos fazer amar aquele que não tem razão. Amar os que nos amam é próprio dos pagãos: toda a gente gosta de quem gosta de si. Mas Cristo chama-nos a viver como filhos de Deus e a imitar Aquele que,Leia mais →

Em dia de sábado, era imposto a todos, sem exceção, que não fizessem qualquer trabalho e que o próprio descanso decorresse em perfeita inatividade. Porque foi então que o Senhor violou a norma do sábado? […] Na verdade, como são grandes as obras de Deus, que sustenta os céus, fornece luz ao sol e a todos os astros, faz crescer as plantas da terra e conserva a vida aos homens. […] Sim, tudo o que existe na terra e debaixo do céu fica a dever-se a Deus Pai; tudo vem de Deus e tudo existe pelo Filho. Com efeito, Ele é a cabeça e oLeia mais →

«Não vim revogar, mas completar». A força e o poder destas palavras do Filho de Deus encerram um profundo mistério. A Lei, com efeito, prescrevia obras, mas orientava-as todas para a fé em realidades que seriam manifestadas em Cristo; porque o ensino e a Paixão do Salvador são a grande e misteriosa intenção da vontade do Pai. A Lei, sob o véu de palavras inspiradas, anunciou o nascimento do Senhor Jesus Cristo, a sua encarnação, a sua Paixão, a sua ressurreição; os profetas, bem como os apóstolos, ensinam-nos repetidamente que, desde toda a eternidade, o mistério de Cristo foi preparado para ser revelado no nossoLeia mais →

O Senhor adverte-nos de que as belas palavras e os comportamentos amáveis devem ser julgados pelos frutos que produzem. Devemos, pois, apreciar as pessoas, não por aquilo que se propõem com as palavras, mas pelo que são realmente, pelos seus atos. Muitas vezes, sob uma aparência de ovelha dissimula-se uma raiva de lobo (Mt 7, 15). E, da mesma maneira que os espinhos não produzem uvas, nem os espinheiros figos, […] assim também, diz-nos Jesus, não é em belas palavras que consiste a realidade das boas obras, mas todos os homens devem ser julgados pelos seus frutos (vv. 16-18). Não, um serviço que se limiteLeia mais →

O Senhor tinha perguntado: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» Naturalmente que o aspeto do seu corpo manifestava o Filho do homem; mas, ao fazer esta pergunta, Ele dava a entender que, para além do que se via nele, havia outra coisa a discernir. […] O objeto da pergunta era um mistério para o qual a fé dos crentes devia orientar-se. A confissão de Pedro obteve em pleno a recompensa que merecia por ter visto naquele homem o Filho de Deus. «Feliz» é ele, louvado por ter prolongado a sua vista para além dos olhos humanos, não olhando para o queLeia mais →

[Diz S. Paulo que] Cristo entregará o reino a seu Pai (1Cor 15,24), não no sentido em que renunciará ao seu poder entregando-Lhe o seu Reino, mas no sentido em que o Reino de Deus seremos nós, assim que tivermos sido conformados à glória de seu corpo […], constituídos Reino de Deus através da glorificação desse corpo. Assim, pois, Ele entregar-nos-á ao Pai enquanto Reino, como diz o Evangelho: «Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo» (Mt 25,34). E «os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai» porque o FilhoLeia mais →

Este chefe [da sinagoga] pode ser visto como representante da Lei de Moisés, que, orando pela multidão que a referida Lei tinha alimentado para Cristo, pregando a expetativa da sua vinda, pede ao Senhor que dê vida a uma morta. […] O Senhor prometeu-lhe ajuda e, para o tranquilizar, seguiu-o. Mas a multidão dos pagãos pecadores foi primeiramente salva com os apóstolos. O dom da vida era devido em primeiro lugar à eleição predestinada pela Lei, mas antes disso, na imagem da mulher, a salvação chegou aos publicanos e aos pecadores. Eis por que razão esta mulher confia que, aproximando-se do local por onde oLeia mais →

Santo Hilário de Poitiers (c. 315-367) Jesus disse: «Se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o meu Pai. E já O conheceis, pois estais a vê-Lo.» Quem se vê é Jesus Cristo homem. Os apóstolos têm diante dos olhos o seu aspecto exterior, isto é, a sua natureza de homem, ao passo que Deus, liberto de toda a carne, não é reconhecível num miserável corpo carnal. Como é então que conhecer a Cristo é conhecer também o Pai? Estas palavras inesperadas perturbam o apóstolo Filipe, pois a fraqueza do seu espírito humano não lhe permite compreender uma afirmação tão estranha. […] Então, com a impetuosidade queLeia mais →