Meus bem-amados, perseverai nas boas obras que começastes. […] Há homens infelizes que servem um rei terreno correndo risco de vida e passando por enormes dificuldades em troca de um benefício que rapidamente desaparece; como não haveis vós de querer servir o Rei do Céu para obter a felicidade do Reino? Uma vez que, pela fé, o Senhor já vos chamou à sua vinha, ou seja, à unidade da Santa Igreja, vivei e comportai-vos de tal maneira que, graças à generosidade de Deus, possais receber a moeda de prata, isto é, a felicidade do Reino dos Céus. Que ninguém desespere por causa da grandeza dosLeia mais →

Como é bela a imagem da cruz! A sua beleza não oferece mistura de mal e de bem, como outrora a árvore do jardim do Éden. Toda ela é admirável, «uma delícia para os olhos e desejável» (Gn 3,6). É uma árvore que dá a vida e não a morte; a luz e não a cegueira. Que leva a entrar no Éden e não a sair dele. Esta árvore, à qual Cristo subiu como um rei para o seu carro de triunfo, derrotou o diabo, que tinha o poder da morte, e libertou o gênero humano da escravidão do tirano. Foi sobre esta árvore queLeia mais →

Hoje aproxima-se de nós uma porta virginal; por ela, o Deus que está para além de todos os seres vem ao mundo «corporalmente», na expressão de Paulo (Heb 1,6; Col 2,9). Hoje, da raiz de Jessé sai um rebento (Is 11,1), de onde se elevará para o mundo uma flor, unida à divindade pela sua natureza, Hoje, a partir da natureza terrena,  Aquele que outrora tornou sólido o firmamento, separando-o das águas e elevando-o nas alturas, formou um céu na Terra. Mas é um céu bem mais surpreendente que o primeiro, porque Aquele mesmo que, no primeiro, criou o sol ergueu-Se neste novo céu como SolLeia mais →

Deus é o bem supremo; congrega nele os pensamentos do teu espírito e não penses senão em aguardar a sua vinda. Que a alma congregue os seus pensamentos dispersos pelo pecado, como se reunisse um bando de crianças que brincam, e os reconduza à mansão do seu corpo, esperando o Senhor em jejum e com amor, até que Ele venha e verdadeiramente a acolha. […] Se o nosso coração não se orgulhar, se não enviarmos os nossos pensamentos a pastar nos prados das ervas loucas do pecado, mas se, pelo contrário, elevarmos o espírito e conduzirmos os nossos pensamentos à presença do Senhor com umLeia mais →

O Senhor tinha perguntado: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» Naturalmente que o aspeto do seu corpo manifestava o Filho do homem; mas, ao fazer esta pergunta, Ele dava a entender que, para além do que se via nele, havia outra coisa a discernir. […] O objeto da pergunta era um mistério para o qual a fé dos crentes devia orientar-se. A confissão de Pedro obteve em pleno a recompensa que merecia por ter visto naquele homem o Filho de Deus. «Feliz» é ele, louvado por ter prolongado a sua vista para além dos olhos humanos, não olhando para o queLeia mais →

Com que grande e admirável dom nos presenteou Deus, meus irmãos! Na sua Páscoa, a ressurreição de Cristo faz renascer na inocência dos pequenos aquilo que outrora perecia no pecado. A simplicidade de Cristo torna sua a infância. A criança é sem rancor, não conhece a fraude, não ousa fazer mal. Assim, esta criança em que o cristão se transformou não se importa de ser insultado, não se defende se for desapossado, não devolve os golpes se for atacado. O Senhor exige-nos mesmo que rezemos pelos nossos inimigos, que abandonemos túnica e manto aos ladrões, que apresentemos a outra face (cf Mt 5,39s). A infânciaLeia mais →

Aquele que celebra sozinho no coração do deserto É uma assembleia numerosa. Se dois se unirem para celebrar entre os rochedos, Aí estarão presentes milhões, miríades. Se três se reunirem, Um quarto estará no meio deles. Se forem seis ou sete, Estarão reunidos doze mil milhões. Se se puserem em fila, Encherão o firmamento de orações. Se estiverem crucificados sobre a rocha, E marcados com uma cruz de luz, A Igreja estará fundada. Se estiverem reunidos, O Espírito plana sobre as suas cabeças. E, quando terminam a sua oração, O Senhor levanta-Se e serve os seus servidores (cf Lc 12,37; Jo 13,4) Santo Efrém (c.Leia mais →

Vendo que o dia se punha, os apóstolos do Redentor foram ter com Ele, exclamando: «Mestre, a hora já vai avançada, e toda esta gente está consumida pelo jejum; ora, este sítio é deserto, como sabes. Manda-os embora antes que chegue a noite, para que possam ir às aldeias comprar pão. Pois esta gente não é capaz de jejuar como nós, a quem Tu deste a força porque és o pão celeste da imortalidade. Tu és, por natureza, o grande Salvador do mundo, e a todos ensinaste o conhecimento; alimentando o povo com palavras de verdade; guiaste os homens para o caminho da salvação, dando-lhesLeia mais →

[Diz S. Paulo que] Cristo entregará o reino a seu Pai (1Cor 15,24), não no sentido em que renunciará ao seu poder entregando-Lhe o seu Reino, mas no sentido em que o Reino de Deus seremos nós, assim que tivermos sido conformados à glória de seu corpo […], constituídos Reino de Deus através da glorificação desse corpo. Assim, pois, Ele entregar-nos-á ao Pai enquanto Reino, como diz o Evangelho: «Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo» (Mt 25,34). E «os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai» porque o FilhoLeia mais →