Ergui os braços para o céu, em direção à graça do Senhor. Ele lançou as correntes para longe de mim. O meu protetor elevou-me segundo a Sua graça e a Sua salvação. Libertei-me da obscuridade e revesti-me da luz; os meus membros já não sentem aflição, nem angústia, nem dor. O pensamento do Senhor socorreu-me; a Sua luz exaltou-me; caminhei na Sua presença; aproximar-me-ei d’Ele louvando-O e glorificando-O. O meu coração transbordou, invadiu a minha boca, brotou dos meus lábios. A alegria do Senhor e o Seu louvor fazem desabrochar o meu rosto. Aleluia! Escapei das minhas correntes e fugi para Ti, oh meu Deus!Leia mais →

Cristo, o Criador de todas as coisas, desceu do céu como o orvalho, deu-Se a conhecer como uma fonte, expandiu-Se como um rio (Os 6, 3; Jo 4, 14; 7, 38) e foi batizado no Jordão. […] A fonte inalcançável, da qual brota a vida para todos os homens e que não tem fim, foi oculta por águas pobres e efêmeras. Aquele que está presente em toda a parte, que de parte alguma Se encontra ausente, Aquele que é inalcançável pelos anjos e que é invisível aos homens, recebe o batismo por Sua vontade. […] «E eis que se rasgaram os céus, e viu oLeia mais →

Sobre Adão, cego no Éden, ergue-se um sol, que surgiu em Belém e que lhe abriu os olhos, lavando-os nas águas do Jordão. Sobre aquele que jazia na sombra e nas trevas elevou-se a luz que nunca mais se extinguirá. Acabou para ele a noite, para ele tudo é dia; chegou para ele o momento da aurora, porque foi no crepúsculo que ele se escondeu, como diz a Escritura (Gn 3, 8). Aquele que caíra ao entardecer encontrou a aurora que o ilumina, escapou à escuridão, avança em direcção à manhã que se manifestou e que tudo ilumina. […] Canta, Adão, canta e adora AqueleLeia mais →

Caríssimos irmãos, há dois nascimentos em Cristo, e tanto um como o outro são a expressão de um poder divino que nos ultrapassa absolutamente. Por um lado, Deus gera o Seu Filho a partir de Si mesmo; por outro, Ele é concebido por uma virgem por intervenção de Deus. […] Por um lado, Ele nasce para criar a vida; por outro, para eliminar a morte. Ali, nasce de Seu Pai; aqui, é trazido ao mundo pelos homens. Por ter sido gerado pelo Pai, está na origem do homem; por ter nascido humanamente, liberta o homem. Uma e outra formas de nascimento são propriamente inexprimíveis eLeia mais →

Hoje, começo a ser discípulo. Que criatura alguma, visível ou invisível, me impeça de ir ter com Jesus Cristo. […] Nem os mais cruéis suplícios me perturbam, a única coisa que desejo é estar com Jesus Cristo. De que me servem as doçuras deste mundo e os impérios da terra? Mais vale morrer por Cristo Jesus que reinar até aos confins do universo. É a Ele que procuro, a Ele que morreu por nós; é a Ele que desejo, a Ele que ressuscitou por nós. Aproxima-se o momento do meu nascimento. […] Deixai-me abraçar a luz puríssima. Nessa altura, serei um homem. Permiti-me imitar aLeia mais →

Ao ver os discípulos dirigirem-se a Jesus, João ficou preocupado com a ignorância deles, não com a sua, pois ele tinha proclamado que Alguém viria para a remissão dos pecados. Mas para lhes dar a conhecer que não tinha proclamado outro senão Aquele, enviou os discípulos a observar as Suas obras, para que estas dessem autoridade ao seu anúncio e que nenhum outro Cristo fosse esperado para além d’Aquele a Quem as suas obras tinham testemunhado.  E, como o Senhor Se tinha revelado completamente pelas Suas ações miraculosas, dando a vista aos cegos, a marcha aos coxos, a cura aos leprosos, a audição aos surdos,Leia mais →

«Eis que o Senhor vai passar. Nesse momento, passou diante dele um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava naquele vento» (1Rs 19, 11). Em seguida, após o furacão, ocorreram tremores de terra e relâmpagos; Elias percebeu que Deus também não estava ali. O objectivo destes fenómenos era o de conter o zelo, aliás louvável, do profeta nos limites da sua responsabilidade e ensinar-lhe, a exemplo dos sinais da autoridade divina, que a severidade devia ser temperada com misericórdia. De acordo com o sentido oculto, os turbilhões de vento que precederam a vinda de Deus,Leia mais →

Pelo seu nascimento, São João pôs fim ao silêncio de Zacarias: a partir desse momento, não pôde mais calar-se aquele que gerou a voz que brada no deserto (Mt 3, 3), anunciando a vinda de Cristo. Mas, como a incredulidade começara por prender a língua do pai, a manifestação devolveu-lhe a liberdade; e foi assim anunciada, e depois trazida à luz a voz do Verbo, o Precursor da Claridade, que intercede pelas nossas almas. Neste dia, a Voz do Verbo liberta a voz paternal, prisioneira da sua falta de fé; da Igreja manifesta a fecundidade, fazendo cessar a maternal esterilidade. À frente da luz avança oLeia mais →