Aquele que as hostes celestes glorificam, diante do qual tremem os querubins e os serafins, que todo o sopro e toda a criatura celebram, bendizei-O e exaltai-O pelos séculos dos séculos. Acende a lamparina da minha alma, faz brilhar a tocha do meu espírito, ó meu Salvador, para que eu possa estar à tua espera a meio da noite com os meus companheiros, de rins bem cingidos. Verdadeiramente radiantes e bem-aventurados serão esses servos que o senhor encontrar vigilantes ao voltar, perseverando no temor a meio da noite; peço-Te que me julgues digno de ser um deles. Ó minha luz temível, minha luz incompreensível, FilhoLeia mais →

Deus não criou o homem para que ele perecesse, mas para que vivesse eternamente, e este desígnio permanece inalterado. Assim que vê brotar em nós a mais pequena centelha de boa vontade, ou que Ele próprio a faz brotar da pedra dura do nosso coração, a sua bondade cuida dela com atenção: estimula-a, fortalece-a com a sua inspiração, pois Ele «deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1Tm 2,4). «Não é da vontade do vosso Pai que está nos céus que se perca nem um destes pequeninos», diz o Senhor (Mt 18,14). […] Deus é verdadeiro, e não menteLeia mais →

O Senhor chama aos seus discípulos «luz do mundo» (Mt 5,4) porque, iluminados por Ele, que é a luz eterna e verdadeira (Jo 1,9), eles próprios se tornam uma luz no meio das trevas. Uma vez que é o «Sol da justiça» (Mal 3,20), o Senhor pode chamar aos seus discípulos «luz do mundo»: é por meio deles que irradia sobre o mundo inteiro a luz da sua própria ciência. […] Iluminados por eles, também nós passámos das trevas à luz, como diz o Apóstolo: «Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; vivei como filhos da luz» (Ef 3,8); e, noutro passo: «NãoLeia mais →

Ó madeiro três vezes bendito sobre o qual foi depositado Cristo, Rei e Senhor, madeiro sobre o qual aquele que enganou Adão por meio do madeiro caiu na armadilha do Deus pregado a ti na sua carne, que dá a paz à nossa alma! O madeiro três vezes bendito onde o Redentor, o Senhor, foi pregado na sua carne, e pelo qual pereceu aquele que, por meio do madeiro, tinha enganado Adão fazendo-o desobedecer, foi este madeiro que ressuscitou o mesmo Adão, tornando-se fonte de incorruptibilidade para a nossa alma. Pela tua crucifixão, chamaste do exílio a raça de Adão, a primeira criação: incorruptível naLeia mais →

Quando o Senhor nos diz no evangelho: «Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo», achamos que Ele está a mandar-nos fazer uma coisa difícil e a impor-nos um fardo pesado. Mas, se Aquele que manda nos ajudar a realizar aquilo que manda, deixa de ser difícil cumpri-lo. […] Para onde devemos seguir a Cristo senão para onde Ele foi? Ora, nós sabemos que Ele ressuscitou e subiu aos céus; pois é para aí que temos de O seguir. E não desesperemos, porque, se é verdade que nada podemos por nós mesmos, também é certo que contamos com a promessa de Cristo. OLeia mais →

Profeta nascido dum profeta, batizaste o Senhor, foste «a voz que clama no deserto: convertei-vos» (Mt 3,2), e repreendeste Herodes pelos seus ímpios deboches. Por isso, correste a anunciar o Reino de Deus aos que estavam cativos na morada dos mortos. […] Percursor e profeta, batizaste e foste mártir sendo voz do Verbo, seu mensageiro, sua chama; tu, que foste o maior dos profetas, segundo o testemunho de Deus (cf Mt 11,9), implora ao Senhor que salve de todas as provações e desgraças os que festejam com amor a tua memória resplandecente. […] Vinde todos os povos, celebremos o profeta e mártir que batizou oLeia mais →

Formamos um só corpo através da nossa comunidade de crenças, da nossa unidade de disciplina e da nossa comunhão de esperança. Marchamos juntos como um exército, para sitiar a Deus e forçar a sua mão com as nossas orações. Esta violência é agradável a Deus. Também rezamos pelos imperadores e os seus ministros, pela atual situação do mundo e pela paz. Reunimo-nos para recordar as Sagradas Escrituras, nas quais, consoante as circunstâncias, encontramos esclarecimentos ou advertências. Estas palavras sagradas alimentam a nossa fé, elevam a nossa esperança, fortalecem a nossa confiança e reforçam a nossa disciplina; nelas se fazem exortações, correções e juízos divinos. […]Leia mais →

Nosso Senhor Jesus Cristo fez-Se homem ignorado por muitos. Querendo ensinar uma verdade ignorada, reuniu os seus discípulos e perguntou-lhes: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» Ele não procurava uma glória vã; queria revelar-lhes a verdade, para que eles, os companheiros do Filho único de Deus, não O tomassem por um homem vulgar. E, quando eles Lhe responderam: «Uns dizem […] que é Elias, outros que é Jeremias», retorquiu-lhes: «A estes, é lícito não saberem; mas vós, apóstolos, que em meu nome limpais os leprosos, expulsais os demónios e ressuscitais os mortos, não deveis ignorar Aquele por quem realizais estes prodígios».Leia mais →

O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai e comei, isto é o meu corpo»; em seguida, tomando o cálice, disse: «Tomai e bebei, isto é o meu sangue» (cf 1Cor 11,23-25). Se Ele próprio declarou abertamente, ao falar do pão: «Isto é o meu corpo», quem ousará duvidar? E se Ele próprio é tão afirmativo quando diz: «Isto é o meu sangue», quem hesitará ainda ou dirá que não é o seu sangue? […] Assim, é com plena certeza que participamos desta forma no corpo e noLeia mais →

O Verbo de Deus nasceu uma vez para todos segundo a carne. Mas, por causa do seu amor pelos homens, quer nascer sem cessar pelo espírito para todos os que O desejam; e assim, faz-Se menino e forma-Se neles ao mesmo tempo que as virtudes, manifestando-Se na medida da capacidade daquele que O recebe. Agindo desta forma, não é por ciúme que atenua o brilho da sua própria grandeza, mas por aferir e medir a capacidade daqueles que desejam vê-Lo. O Verbo de Deus revela-Se-nos sempre da maneira que nos convém, e contudo permanece invisível para todos, por causa da imensidade do seu mistério. PorLeia mais →