«Quem achará um homem verdadeiramente fiel?», pergunta a Escritura (Prov 20,6). Não to digo para te incitar a abrires-me o coração, mas para que mostres a Deus a candura da tua fé, a esse Deus que sonda os rins e os corações, e que conhece os pensamentos dos homens (cf Sl 7,10; 93,11). Sim, grande coisa é um homem de fé, mais rico do que todos os ricos. Com efeito, o crente possui todas as riquezas do Universo, dado que as despreza e as esmaga aos pés; já os ricos, mesmo que possuam imensas coisas materiais, são espiritualmente pobres: quanto mais juntam, mais consumidos seLeia mais →

Depois de tudo ter realizado e de ter assumido por nós uma natureza humana, Cristo, nosso Deus, Jesus, o absolutamente perfeito, subiu ao Céu e, como fruto do seu combate, deixou-nos a sua paz, dizendo: «Deixo-vos a minha paz» (Jo 14: 27). E não o disse apenas aos apóstolos; com efeito, o nosso Deus, aquele que dá a vida, declarou: «Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra,para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti». É justo, pois, irmãos caríssimos, que perguntemos comoLeia mais →

Cristo Jesus, Nosso Senhor, durante a sua estada neste mundo, enunciou quem era, quem fora, que era servo da vontade do Pai e que deveres prescrevia ao homem. Dizia tudo isto abertamente à multidão, ou dirigindo-Se em particular aos seus discípulos, de entre os quais escolheu doze para viverem a seu lado e que destinou para irem ensinar às nações. Após a queda de um deles, ordenou aos outros onze, no momento de partir para o Pai após a ressurreição, que fossem pregar a todos os povos e batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19). Pouco depois, Matias juntou-seLeia mais →

Qual é a economia da vinda de Cristo? É o regresso da nossa natureza a si própria e a sua restauração.Porque Cristo concedeu à natureza humana a dignidade de Adão, o primeiro homem. Além disso, concedeu-lhe — graça verdadeiramente divina e verdadeiramente grande — a herança celeste do Espírito bom, fazendo-a sair da prisão das trevas; e mostrou-lhe o caminho da vida: quem passar por esta porta, quem bater a esta porta, poderá entrar no Reino. Pois está dito: «Pedi e dar-se-vos-á, batei e abrir-se-vos-á» (Mt 7,7). Por esta porta, poderão entrar todos quantos quiserem encontrar a liberdade da sua alma e desejarem que estaLeia mais →

Num abrir e fechar de olhos, o Senhor multiplicou um pouco de pão. Aquilo que os homens fazem em dez meses de trabalho, fizeram-no os seus dez dedos num instante. […] Todavia, não foi pelo seu poder que Ele mediu o alcance do milagre, mas pela fome dos que ali se encontravam. Seria impossível avaliar o milagre pela medida do seu poder; medido pela fome daqueles milhares de homens, o milagre excedeu os doze cestos. A capacidade dos artesãos não excede a dos clientes: eles não conseguem corresponder a tudo o que lhes é pedido. As realizações de Deus, pelo contrário, superam todo o desejo.Leia mais →

Deus fez o homem livre […] para que ele pudesse responder aos seus apelos voluntariamente e sem constrangimentos. De fato, em Deus não há violência, mas Ele convida-nos constantemente ao bem. Ele deu ao homem o poder de escolher, como havia feito com os anjos. […] E não é só no âmbito da sua atividade, mas também no campo da fé que o Senhor salvaguarda a liberdade […] do homem. Com efeito, Ele diz: «Faça-se segundo a tua fé» (Mt 9,29), mostrando assim que a fé é característica do homem, porque depende da sua decisão pessoal. Diz ainda: «Tudo é possível a quem crê» (McLeia mais →

Depois de ter ungido os pés do Senhor, esta mulher não os limpou com uma toalha, mas com os próprios cabelos, para melhor honrar o Senhor. […] Qual homem sedento que bebe de uma fonte que cai em cascata, também esta mulher bebeu da fonte da santidade uma graça cheia de delícias, para saciar a fome da sua fé. No sentido alegórico ou místico, porém, esta mulher prefigurava a Igreja, que ofereceu a Cristo a devoção plena e total da sua fé. […] Uma libra são doze onças; e tal é a medida do perfume que a Igreja recebeu, como perfume precioso, dos ensinamentos dosLeia mais →

José, o esposo de Maria, viu com os seus próprios olhos a realização das profecias. Escolhido para o mais glorioso dos casamentos, recebeu a revelação pela boca dos anjos que cantavam: «Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens do seu agrado» (Lc 2,14). Anuncia, José, a David, antepassado do Homem-Deus, as maravilhas que os teus olhos contemplaram: viste o Infante repousar no seio da Virgem, adoraste-O com os magos, deste glória a Deus com os pastores, segundo a palavra do anjo. Reza a Cristo, nosso Deus, para que as nossas almas sejam salvas. Tu, José, recebeste nos teus braços o DeusLeia mais →