Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Amados irmãos e irmãs, Neste santo tempo pascal, a Igreja nos conduz hoje ao chamado Domingo de Tomé, também conhecido como Domingo Novo. Não se trata apenas da recordação de um episódio do passado, mas de uma revelação profunda sobre a vida cristã, sobre a fé, sobre a Igreja e sobre o encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado. O Evangelho nos mostra os discípulos reunidos no Cenáculo, com as portas fechadas. As portas estavam trancadas por fora, mas também por dentro: trancadas pelo medo, pela decepção, pela insegurança e pela dor da perda.Leia mais →

O Caminho da Cruz e o Ícone do Arrependimento Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amados irmãos e irmãs em Cristo: as sombras da Grande Quaresma começam a ser transpassadas pelos primeiros raios da Semana Santa. Hoje, a Igreja nos coloca no caminho de Jerusalém. Não se trata de um deslocamento no espaço, mas de uma ascensão espiritual. Jesus toma a dianteira e profere as palavras que estremecem a nossa zona de conforto: “Eis que subimos a Jerusalém”. Subir a Jerusalém, na economia da nossa salvação, é o movimento da Kenosis — o esvaziamento absoluto do Verbo que se entrega àLeia mais →

“Eu creio! Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9,24) Mons. André [Sperandio] Arquimandrita Amados irmãos e irmãs, Chegamos ao IV Domingo da Santa e Grande Quaresma. Já caminhamos algumas semanas: o corpo sente o peso; a mente se dispersa; o coração, às vezes, esfria. E é justamente aqui — no meio do jejum — que a Igreja nos apresenta São João Clímaco, o autor da Escada, como um sinal de esperança e um chamado a recomeçar. E o Evangelho de hoje coloca em nossos lábios uma das orações mais verdadeiras da vida cristã: “Eu creio! Ajuda a minha incredulidade!” Vemos um pai ferido pela dor doLeia mais →

Homilia XVI, 3 Depois de dizer: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas», e de reforçar a sua afirmação acrescentando: «Não vim revogar, mas completar», não contente com isso, Jesus insiste ainda mais com estas palavras: «Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra». É como se tivesse dito: é impossível que a lei não seja cumprida; pelo contrário, ela será necessariamente observada até à mais pequena letra. Foi isso que Jesus Cristo fez, cumprindo-a na perfeição. E não éLeia mais →

Catequese batismal, n.º 2, 1-3 O pecado é uma coisa terrível e a transgressão é uma doença cruel da alma, pois corta os nervos da alma, preparando assim o caminho para o fogo eterno. […] Mas tu não és o único instigador da má ação; há outro cuja perversidade te incita a ela: o diabo. Este ser sugere o mal a todos, mas não triunfa sobre aqueles que se recusam a ouvi-lo. Daí a palavra do Eclesiastes: «Se a ira do príncipe se inflamar contra ti, não abandones o teu posto» (Qo 10,4), tranca a tua porta, mantém-no longe de ti e ele não teLeia mais →

Catequese batismal n.º 15, 25 «O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar» (Jo 5,22); não é que Se despoje do seu poder, mas julga através do Filho, e o Filho julga por indicação do Pai. Porque as indicações do Pai não são de um tipo e as indicações do Filho de outro tipo, elas são uma única e mesma indicação. O que diz então o juiz sobre a tua responsabilidade ou irresponsabilidade em relação às tuas obras? «Todas as nações se reunirão na sua presença», pois todos devem dobrar o joelho diante de Cristo, seja no Céu, na TerraLeia mais →

Interpretação do Pai Nosso Percebemos que as palavras da oração do Senhor contêm um pedido: ela fala do Pai, do nome do Pai e do reino, e mostra que aquele que reza é filho deste Pai na graça; a oração pede que aqueles que estão no Céu e aqueles que estão na Terra se encontrem numa mesma vontade, e prescreve que peçamos o pão de cada dia; ela dá aos homens a lei da reconciliação e, pelo facto de perdoar e de ser perdoada, reconcilia a natureza consigo mesma, para que não seja dividida pela diferença de vontades; ela ensina-nos a lutar para não cairmosLeia mais →

«Protréptico», cap. 10 Arrependamo-nos; convertamo-nos da ignorância ao verdadeiro conhecimento, da loucura à sabedoria, da injustiça à justiça, da impiedade a Deus. São numerosos os bens que daí derivam, como diz o próprio Deus em Isaías: «Esta é a herança dos servos do Senhor» (54,17), que não é ouro nem prata, nem o que os vermes corroem, nem o que roubam os ladrões (cf Mt 6,19), mas o inestimável tesouro da salvação. […] É esta herança que nos põe nas mãos o testamento eterno pelo qual Deus nos assegura os seus dons. Este Pai que nos ama com tanta ternura exorta-nos, educa-nos, ama-nos e salva-nosLeia mais →

«Sobre a oração», 28-29 «Vai chegar a hora […] em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23), e Ele deseja tais adoradores. Nós somos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes quando oramos em espírito, oferecendo nossa oração a Deus em sacrifício, como vítima que Lhe agrada, que Ele aceita, que Ele previamente pediu e escolheu. Esta vítima, consagrada de todo o coração, alimentada pela fé, elevada na verdade, íntegra pela inocência e coroada pela caridade, é essa que devemos levar ao altar de Deus com um séquito de boas ações, entre salmos e hinos, e por ela obteremosLeia mais →

Comentário à primeira epístola de São João, tratado 5, 12 Irmãos e irmãs, vós conheceis a perfeição da caridade. O próprio Senhor nos revela no Evangelho o seu grau máximo e a maneira de a praticar: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos» (Jo 15,13); e, na sua epístola, São João convida-nos a alcançar essa perfeição. Mas podeis perguntar-vos: quando seremos capazes de tal caridade? Não desespereis: a caridade pode já estar dentro de vós, ainda que imperfeita; cultivai-a, para que ela não seja sufocada. E como saberemos, podereis perguntar? Diz-nos São João: «Se alguém possui bens deste mundoLeia mais →