Vem, Moisés, mostra-nos a sarça do cimo da montanha cujas chamas dançavam no teu rosto (Ex 3,2): é o filho do Altíssimo que apareceu no seio da Virgem Maria e iluminou o mundo com a sua vinda. Glória a Ele da parte de toda a criatura e feliz aquela que O gerou! Vem, Gedeão, mostra-nos esse velo e esse suave orvalho (Jz 6,37), explica-nos o mistério das tuas palavras: Maria é o velo que recebeu o orvalho, o Verbo de Deus; nela Se manifestou na criação e resgatou o mundo do pecado. Vem, David, mostra-nos a cidade que viste e a planta que dela brotou:Leia mais →

Nosso Senhor escolheu Mateus, o cobrador de impostos, para encorajar os colegas deste a virem com ele. Viu-os, pecadores que eram, chamou-os e mandou-os sentar junto de Si. Espetáculo admirável: os anjos ficam de pé, trémulos, enquanto os publicanos, sentados, se divertem. Os anjos enchem-se de temor perante a grandeza do Senhor, enquanto os pecadores comem e bebem com Ele. Os escribas sufocam de ódio e despeito, e os publicanos exultam perante a sua misericórdia. O Céu viu este espetáculo e ficou cheio de admiração; o inferno também o viu e ficou louco. Satanás viu-o e enfureceu-se; a morte viu-o e enfraqueceu; os escribas viram-noLeia mais →

Aquele que celebra sozinho no coração do deserto É uma assembleia numerosa. Se dois se unirem para celebrar entre os rochedos, Aí estarão presentes milhões, miríades. Se três se reunirem, Um quarto estará no meio deles. Se forem seis ou sete, Estarão reunidos doze mil milhões. Se se puserem em fila, Encherão o firmamento de orações. Se estiverem crucificados sobre a rocha, E marcados com uma cruz de luz, A Igreja estará fundada. Se estiverem reunidos, O Espírito plana sobre as suas cabeças. E, quando terminam a sua oração, O Senhor levanta-Se e serve os seus servidores (cf Lc 12,37; Jo 13,4) Santo Efrém (c.Leia mais →

Refrão: Bendito seja Aquele que Te envia! Toma como símbolos o sol para o Pai, A luz para o Filho, O calor para o Espírito Santo. Embora sendo um único ser, Percebemos nele uma trindade. Quem poderá compreender o inexplicável? Este único é múltiplo: um é formado por três, E três formam apenas um, Grande mistério e maravilha manifesta! O sol é distinto do seu irradiar Embora esteja a ele unido, Pois os seus raios também são o sol. E contudo ninguém fala de dois sois, Embora os raios sejam também O sol cá em baixo. Assim também não dizemos que há dois deuses. Deus,Leia mais →

A palavra de Deus é uma árvore de vida que estende para ti os seus ramos benéficos; ela é como a rocha aberta no deserto, que se torna para todo o homem, de todos os pontos da Terra, bebida espiritual: «comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual» (1Cor 10.3-4; Ex 17,1s.). Aquele a quem é concedida alguma destas riquezas não deve pensar que a palavra de Deus se limita ao que ele nela encontra; pelo contrário, deve perceber que foi ele que só soube descobrir nela uma coisa, entre muitas outras. Enriquecido pela palavra, não deve pensar que foi ela queLeia mais →

Ó misericórdias, enviadas e derramadas sobre todos os homens! É em Ti que elas permanecem, Senhor, Tu que, na tua piedade para com os homens, foste ao seu encontro, abrindo-lhes os tesouros das tuas misericórdias pela tua morte. […] Com efeito, o teu ser profundo está escondido aos olhos dos homens, mas fica esboçado em pequenos movimentos. As tuas obras fornecem-nos o esboço do seu Autor, tal como as criaturas nos designam o seu Criador (Sb 13,1; Rom 1,20), para que possamos tocar naquele que Se oculta à investigação intelectual mas Se revela nos seus dons. É difícil estarmos presentes a Ele face a face,Leia mais →

No deserto, Nosso Senhor multiplicou o pão, e em Caná transformou a água em vinho. Habituou assim a boca dos homens ao seu pão e ao seu vinho, até ao momento em que lhes deu o seu corpo e o seu sangue. Fê-los saborear um pão e um vinho transitórios, para fazer crescer neles o desejo do seu corpo e do seu sangue vivificantes. […] Atraiu-nos com coisas agradáveis ao paladar, para nos conduzir àquilo que vivifica plenamente a nossa alma. Escondeu a doçura no vinho que fez, para mostrar aos convidados que tesouro incomparável se esconde no seu sangue vivificante. Como primeiro sinal, deuLeia mais →

Para impedir qualquer pergunta indiscreta acerca do momento da sua segunda vinda, Jesus declarou: «Essa hora, ninguém a conhece, nem mesmo o Filho» (Mt 24,36); e, noutro momento: «Não vos pertence conhecer os dias e os tempos» (Act 1,7). Escondeu-nos esse conhecimento para que vigiemos, e cada um possa pensar que tal vinda se produzirá durante a sua vida. Se o tempo da sua vinda tivesse sido revelado, o seu advento seria em vão, pois as nações e os séculos em que se produzisse não o teriam desejado. Ele bem disse que viria, mas não precisou em que momento; dessa forma, todas as gerações eLeia mais →

Quando vieram a Ele, eram pescadores de peixe, e tornaram-se pescadores de homens, como está dito: «Eis que agora mandarei chamar muitos pescadores e eles os pescarão; depois disso lhes enviarei muitos caçadores, e eles os caçarão em cada monte e colina e nas cavernas dos penhascos» (Jer 16,16). Se tivesse enviado sábios, dir-se-ia que tinham persuadido o povo e o tinham ganhado, ou que o tinham enganado e aprisionado. Se tivesse enviado ricos, dir-se-ia que tinham enganado o povo, alimentando-o, ou que o haviam corrompido com dinheiro e subjugado. Se tivesse enviado homens fortes, dir-se-ia que tinham atraído o povo pela força ou forçadoLeia mais →

Jesus Cristo, Nosso Senhor, Do seio do Pai veio até nós. Chegou, livrou-nos das trevas E encheu-nos da sua alegre Luz. O dia nasceu para os homens; O poder das trevas foi anulado. Da sua Luz veio para nós uma luz Que iluminou nossos olhos apagados. Ergueu a sua Glória sobre a terra E iluminou os abismos mais profundos. Aniquilou a morte, pôs fim às trevas, Despedaçou as portas do inferno. Iluminou todas as criaturas Em trevas desde os tempos mais antigos, Realizou a salvação e deu-nos a vida; Virá depois na sua Glória E iluminará os olhos de todos Os que O tiverem esperado.Leia mais →