Os judeus comiam a refeição da Páscoa em pé, de sandálias nos pés e cajado na mão; comiam-na à pressa (cf Ex 12,11). Tu ainda tens mais razão para te manteres vigilante! Eles preparavam-se para partir para a Terra Prometida e comportavam-se como viajantes; tu encaminhas-te para o Céu. É por isso que temos de estar sempre em guarda. […] Os inimigos de Cristo bateram no seu corpo santíssimo sem saberem o que faziam (cf Lc 23,34); e tu recebê-lo-ias com a alma impura depois de tantos benefícios que Ele te fez? Pois Ele não Se contentou em Se fazer homem, em ser flagelado eLeia mais →

Que posso dizer sobre este mistério? Vejo um operário, uma manjedoura, um Menino, uns paninhos, uma Virgem que dá à luz privada do necessário; vejo as marcas da indigência, o fardo da pobreza. Alguma vez vistes a riqueza em tal penúria? Como é que Aquele que era rico Se fez pobre por nós (cf 2Cor 8,9) a ponto de, privado de berço e de mantas, estar deitado numa dura manjedoura? […] Oh! Riqueza imensa, sob a aparência de pobreza! Ele dorme numa manjedoura, mas abala o universo. Envolto em panos, rompe as cadeias do pecado. Embora ainda não saiba falar, instruiu os magos para queLeia mais →

Depois de ter estado com Jesus e de ter aprendido muito, André não guardou este tesouro para si; apressou-se a ir ter com seu irmão para o fazer participar do bem que tinha recebido. […] Reparai como Pedro tem, desde o princípio, um espírito dócil e obediente […], pois acorre sem demora: André «levou-o a Jesus», diz o evangelista. Mas que ninguém o acuse de leviandade, como se tivesse aceitado cegamente o convite do irmão. É provável que este lhe tenha falado longamente e em pormenor, porque os evangelistas omitem muitas coisas por uma questão de brevidade. Além disso, não está dito que Pedro acreditouLeia mais →

«Quando Ele desceu do monte, seguiram-no numerosas multidões. E eis que um leproso, aproximando-se, ajoelhou-se diante dele, dizendo: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me”» (Mt 8,1-2). Grande era a discrição e a fé daquele que assim se aproximou: teve o cuidado de não interromper o ensinamento de Jesus, não atravessou a multidão que O escutava; mas esperou o momento certo e aproximou-se do Senhor quando Ele já tinha descido do monte. Não se dirige a Ele de forma banal, mas com grande fervor, caindo de joelhos, como diz outro evangelista, com uma fé profunda e uma ideia exata de Cristo; pois não Lhe disse: «se pediresLeia mais →

Depois de ter falado a Pedro sobre o amor [que ele devia ter], Jesus predisse-lhe o martírio que lhe estava destinado, mostrando-lhe assim a confiança que tinha nele. Para nos dar um exemplo de amor e nos ensinar a melhor maneira de O amar, disse-lhe: «Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Era aliás o que Pedro queria e desejava; foi por isso que Jesus lhe falou assim. Pedro tinha-Lhe dito: «Darei a minha vida por Ti» (Jo 13,37) e:Leia mais →

«Ninguém acende uma lâmpada para a cobrir com uma vasilha»: com estas palavras, Jesus incentiva os seus discípulos a levarem uma vida irrepreensível, aconselhando-os a que velem constantemente sobre si mesmos, dado que estão postos sob o olhar de todos os homens, quais atletas num estádio, vistos por todo o universo (cf 1Cor 4,9). E diz-lhes: «Não penseis: “Podemos ficar calmamente sentados, aqui escondidos neste cantinho do mundo”, porque sois visíveis para todos os homens, qual cidade situada no alto de um monte (cf Mt 5,14), qual luz que, no interior de uma casa, foi colocado no candelabro. […] Eu acendi a luz da vossaLeia mais →