«Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Ó clemência inefável de Deus! Para além de nos dar um modelo de oração, para além de instituir a regra de vida pela qual podemos tornar-nos agradáveis a seus olhos, através da fórmula que nos ensina e nos recomenda que utilizemos constantemente na oração, arranca como que por necessidade as raízes da ira e da tristeza. Mas não é tudo. Também nos permite, na própria oração, pedir-Lhe que faça um juízo indulgente e misericordioso sobre nós, dando-nos a possibilidade de suavizar a nossa sentença, levando-O ao perdão pelo exemplo da nossa própriaLeia mais →

Sede em tudo «prontos para ouvir e lentos para falar »(Tg 1, 19), não aconteça que se vos aplique a observação de Salomão: «Viste um homem precipitado no falar? Há mais a esperar dum insensato do que dele» (Sab 29,20). Não tenhais a pretensão de ensinar a outra pessoa seja o que for que vós não tenhais primeiro praticado. É essa a ordem que Nosso Senhor nos ensina a seguir com o seu exemplo: «Começou a fazer e a ensinar» (At 1,1). Tendo cautela, se vos precipitardes a ensinar sem terdes praticado, não aconteça que sejais contados no número daqueles sobre quem o Senhor declaraLeia mais →

Há uma misericórdia do Céu à qual se chega através da misericórdia na Terra. […] E há dois tipos de esmola: uma é boa e a outra melhor. Uma consiste em dar pão aos pobres; a outra, em perdoar imediatamente ao irmão que pecou contra nós. Com a ajuda do Senhor, apressemo-nos a praticar estes dois tipos de esmola, para podermos receber o perdão eterno e a verdadeira misericórdia de Cristo. Pois Ele mesmo disse: «Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vosLeia mais →

Procuremos nas coisas humanas uma comparação para a incomparável clemência do nosso Criador; não com a mira de nelas encontrar igualdade de ternura, mas ao menos uma certa semelhança na bondade indulgente. Pensemos numa mãe cheia de amor e de cuidados, que durante muito tempo anda com o filho ao colo, até que, finalmente, o ensina a caminhar. A princípio, deixa-o gatinhar. Depois, levanta-o, pegando-lhe na mão, a fim de que ele aprenda a pôr os pés um à frente do outro. A seguir, solta-o uns momentos; porém, vendo que o filho vacila, rapidamente lhe estende a mão, apoiando-lhe os passos hesitantes, levantando-o do chãoLeia mais →

A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o evangelho. Começa por um testemunho prestado a Deus por um ato de fé, quando dizemos: «Pai nosso, que estás nos Céus». Com esta invocação, rezamos a Deus e proclamamos a nossa fé, conforme está escrito: «Àqueles que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). Aliás, o Senhor chama frequentemente a Deus nosso Pai; mais ainda, ordenou-nos que , na Terra, a ninguém chamássemos Pai, reservando este nome para o Pai celeste (cf Mt 23,9). Rezando deste modo, estamos, pois, a obedecer à sua vontade. Felizes daqueles que reconhecem oLeia mais →

Refleti, meus irmãos, e vede o exemplo de Nosso Senhor, que fez de nós viajantes a caminho da cidade celeste (cf Hb 11,13s), pela via da caridade. […] Estando no Céu, a sua compaixão pelos seus membros que sofrem — pois Ele é a cabeça dos membros e do corpo de todo o mundo (cf Col 2,19) — levou-O a dizer: «Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer». […] Quando Ele transformou Paulo, o perseguidor, em pregador, disse-lhe do alto do Céu: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» (At 9,4). […] Quem SauloLeia mais →

Entrega-te, ó minha alma, ao arrependimento; une-te a Cristo pela razão e, gemendo, grita: Concede-me o perdão das minhas faltas, para que de Ti, que és bom (cf Mc 10,18), receba a absolvição e a vida eterna. […] Moisés e Elias, que eram torres de fogo, foram grandes nas suas obras. […] Foram os primeiros entre os profetas, falavam livremente com Deus, compraziam-se em dele se aproximarem para com Ele conversarem face a face (cf Ex 34,6; 1Rs 19,13) — facto admirável e incrível. Apesar disso, não deixaram de recorrer ao jejum, que os conduzia a Deus (cf Ex 34,28; 1Rs 19,8). Pois, tal comoLeia mais →

[«Convertei-vos e que cada um receba o batismo em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos seus pecados», At 2,38] Vós, que ides ser batizados, já sois discípulos da Nova Aliança e participantes nos mistérios de Cristo; já […] criastes «um coração novo e um espírito novo» (Ez 18,31), para alegria dos habitantes do Céu. […] Iniciastes uma viagem […]: tendes o Filho único de Deus à vossa espera, pronto para vos resgatar. «Vinde», diz Ele, «vós que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei» (Mt 11,28). Vós, que andais acabrunhados e afligidos pelos vossos pecados, enredados nas malhas dos vossos erros (cfLeia mais →

Deus Pai todo-poderoso, quero consagrar-Te a principal ocupação da minha vida. Que tudo em mim, as minhas palavras e os meus pensamentos, falem de Ti. […] Conscientes da nossa pobreza, pedimos-Te o que nos falta; escrutinaremos as palavras dos teus profetas e dos teus apóstolos com zelo infatigável, bateremos a todas as portas que a nossa inteligência encontrar cerradas. Mas é a Ti que cabe responder-nos, conceder-nos o que procuramos, abrir a porta fechada (cf Lc 11,9). Porque vivemos numa espécie de torpor pelo entorpecimento da nossa natureza; a nossa fraqueza de espírito impede-nos de compreender os teus mistérios devido a uma ignorância inelutável. Felizmente,Leia mais →