Quando Nosso Senhor ressuscitou dos mortos e os apóstolos foram revestido com a força do alto pela vinda do Espírito Santo (Lc 24,49), ficaram cheios de certezas sobre tudo e receberam o conhecimento perfeito. Foram então até aos confins da Terra (Sl 18,5) proclamar a Boa Nova que nos vem de Deus e anunciar aos homens a paz do Céu, eles que possuíam o Evangelho de Deus. Assim, Mateus, no meio dos hebreus e na sua própria língua, publicou uma forma escrita do Evangelho, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam Roma e aí fundavam a Igreja. Após a morte destes dois apóstolos, Marcos, discípulo de PedroLeia mais →

«Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.» Pilatos viu este Pastor; os judeus também O viram, a ser conduzido à cruz pelo seu rebanho, como tinha sido claramente anunciado pelo coro dos profetas muito antes da Paixão: «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante os tosquiadores» (Is 53,7). Ele não recusa a morte, não foge ao julgamento, não afasta os que O crucificam. Ele não sofreu a Paixão: quis a Paixão, pelas suas ovelhas. Tenho o poder de dar a minha vida, afirmara, e de a retomar. Ele destruiu o sofrimento pelo sofrimento da sua Paixão,Leia mais →

Ao entrar no Cenáculo com as portas trancadas, Cristo mostrou, uma vez mais, que é Deus por natureza, embora não seja diferente daquele que anteriormente vivia com os seus discípulos. Ao descobrir-lhes o lado, mostrando-lhes as marcas dos cravos, mostrou-lhes claramente que tinha reconstruído o templo do seu corpo, que fora suspenso da cruz (cf Jo 2,19), destruindo a morte física, uma vez que Ele é, por natureza, a vida e é Deus. […] Mesmo que Cristo tivesse querido tornar visível aos discípulos a glória do seu corpo antes de subir para o Pai, os nossos olhos não teriam tido capacidade de suportar tal visão.Leia mais →

Muito haveria a dizer acerca da fé. Mas basta-nos lançar olhar sobre um dos modelos que o Antigo Testamento nos dá, Abraão, pois somos seus filhos pela fé. Ele não foi justificado só pelas obras, mas também pela fé: praticara muitas ações boas, mas só depois de ter dado prova da sua fé foi chamado amigo de Deus. As suas obras tornaram-se perfeitas pela sua fé. De fato, foi pela fé que deixou os seus pais; foi pela fé que deixou a sua pátria e a sua casa. Ora, da mesma forma que ele foi justificado, também tu te tornas justo. Com o passar doLeia mais →

Aprende e vê, meu irmão […], que há no deserto muitas serpentes que mordem a multidão dos teus pensamentos, e que são: injúrias, difamações, angústias, murmúrios, disputas, calúnias que são lançadas contra ti. […] Se queres escapar-lhes, faz o que faziam os israelitas: olhavam para a serpente de bronze que Moisés tinha feito. E todos os que a olhavam eram curados. Também tu, quando te vires mordido por uma dessas serpentes, contempla Nosso Senhor Jesus Cristo suspenso na cruz. […] Como diz o apóstolo Paulo, põe os olhos «em Jesus, autor e consumador da fé. Ele, renunciando à alegria que Lhe fora proposta, sofreu aLeia mais →

Moisés foi perseguido, tal como Jesus foi perseguido. Esconderam-no por altura do seu nascimento, para que não fosse morto pelos perseguidores; Jesus foi obrigado a fugir para o Egito logo que nasceu, para que Herodes, o seu perseguidor, não o matasse. Quando Moisés nasceu, as crianças eram afogadas no rio; quando nasceu Jesus, mataram os meninos de Belém e dos arredores. Deus disse a Moisés: «Morreram aqueles que queriam a tua vida» (Ex 4,19); e o anjo disse a José, no Egito: «Levanta-te, toma o Menino e volta para a terra de Israel, porque morreram os que queriam a sua vida» (Mt 2,20). Moisés conduziuLeia mais →

«Não vim revogar, mas completar». A força e o poder destas palavras do Filho de Deus encerram um profundo mistério. A Lei, com efeito, prescrevia obras, mas orientava-as todas para a fé em realidades que seriam manifestadas em Cristo; porque o ensino e a Paixão do Salvador são a grande e misteriosa intenção da vontade do Pai. A Lei, sob o véu de palavras inspiradas, anunciou o nascimento do Senhor Jesus Cristo, a sua encarnação, a sua Paixão, a sua ressurreição; os profetas, bem como os apóstolos, ensinam-nos repetidamente que, desde toda a eternidade, o mistério de Cristo foi preparado para ser revelado no nossoLeia mais →

Não consigo ver a tua luz: é demasiado brilhante para a minha vista. E, no entanto, tudo o que vejo é graças à tua luz que o distingo, como os nossos olhos frágeis veem, graças ao sol, tudo o que avistam, sem no entanto conseguirem olhar diretamente para o sol. A minha inteligência fica impotente perante a tua luz, que é demasiado brilhante. Os olhos da minha alma são incapazes de a receber, não suportando sequer permanecer muito tempo fixos nela. O meu olhar fica ferido pelo seu brilho, ultrapassado pela sua extensão; perde-se na sua imensidão e fica confundido perante a sua profundidade. ÓLeia mais →

[Pelo batismo] revesti-me do amor do Senhor (Gal 3,27) […], e Ele abraça-me. Não saberia amar o Senhor, se Ele não me tivesse amado primeiro. Quem pode compreender o amor, a não ser aquele que é amado? Abraço-me ao Amado e minha alma ama-O. Onde fica o seu repouso, aí estou eu (cf Ct 1,7). Não serei um estranho; o Altíssimo é misericordioso. Estou unido a Ele, porque o Esposo encontrou aquele que ama. Porque amo o Filho, torno-me filho. Sim, quem adere Àquele que não morre torna-se imortal. Aquele que se maravilha com a Vida está também vivo. Tal é o verdadeiro espírito doLeia mais →