Para nosso bem e nossa salvação, a Sagrada Escritura aconselha-nos a que confessemos os nossos pecados, incessantemente e com humildade, não somente perante Deus, mas também perante um homem santo e temente a Deus. É assim que o Espírito Santo nos recomenda pela voz do apóstolo Tiago: «Confessai, pois, os pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados» (5, 16) […]; e o salmista diz: «Confessarei os meus erros ao Senhor; e Vós perdoastes a culpa do meu pecado» (31, 5). Ferimo-nos com os nossos pecados; por isso, devemos recorrer sempre ao medicamento da confissão. Com efeito, se Deus quer queLeia mais →

Como podia o homem, inexoravelmente preso à terra e submetido à morte, ter de novo acesso à imortalidade? Era preciso que a sua carne se tornasse participante da força vivificadora que é Deus. Ora, a força vivificadora de Deus nosso Pai é a Sua Palavra, é o Filho Único; foi Ele que Deus nos enviou como Salvador e Redentor. […] Se deitares um pedacinho de pão em azeite, água ou vinho, impregnar-se-á das propriedades destes. Se o ferro estiver em contacto com o fogo, será tomado pela energia deste e, ainda que de facto o ferro seja por natureza ferro somente, tornar-se-á semelhante ao fogo.Leia mais →

Foi chamado “Atanásio do Ocidente” por se assemelhar ao bispo de Alexandria. São contemporâneos. Hilário nasceu no começo do século IV em Poitiers, onde morreu em 367. Tanto Hilário como Atanásio tiveram o mesmo adversário: o arianismo (heresia que negava o dogma da Santíssima Trindade). Combateram-no com as polémicas teológicas, discursos e escritos. Também Hilário, por ordem do imperador Constâncio (356), foi exilado para a Frígia. O contacto com o Oriente foi providencial para o bispo de Poitiers: durante os cinco anos que lá permaneceu aprendeu grego, descobriu origens e a grande produção teológica dos padres orientais, recolheu farta documentação no original para escrever oLeia mais →

Quem ama ardentemente alguma coisa costuma trazer seu nome nos lábios e nela pensar noite e dia. Não se me censure, pois, se pronuncio este terceiro panegírico da Mãe de meu Deus, como oferenda em honra de sua partida. Isso não será favor para ela mas servirá a mim mesmo e a vós, aqui presentes – divina e santa assembléia – como um manjar salutar que, nesta noite sagrada, satisfaça nosso gosto espiritual. Estamos sofrendo, como sabeis, de penúria de alimentos. Assim, improviso a refeição; se não é suntuosa nem digna daquilo que no-Ia inspira, possa ao menos acalmar-nos a fome. Sim, não é MariaLeia mais →

Ó Mãe de Deus, sempre virgem, a tua sagrada partida deste mundo é verdadeiramente uma passagem, uma entrada na morada de Deus. Saindo deste mundo material, entras numa “pátria melhor” (Hb 11, 16). O céu acolheu com alegria a tua alma: “Quem é esta, que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol?” (Cant 6, 10) “O rei introduziu-te nos seus aposentos” (Cant 1, 4) e os anjos glorificam aquela que é a Mãe do seu próprio Senhor, por natureza e em verdade, segundo o plano de Deus. […] Os apóstolos levaram o teu corpo sem mancha, o teu corpo, verdadeiraLeia mais →

«Uma nuvem luminosa cobriu-os com a sua sombra» e os discípulos foram tomados de grande temor vendo Jesus, o Salvador, com Moisés e Elias na nuvem. Outrora, é certo, quando Moisés viu Deus, entrou na nuvem divina (Ex 24,18), dando assim a compreender que a Lei era uma sombra. Escuta o que diz S. Paulo: «Na verdade, a Lei não era mais do que sombra dos bens futuros, não a própria realidade» (He 10,1). Nesse tempo, Israel «não tinha podido fixar os olhos na glória passageira do rosto de Moisés» (Col 3,7). «Mas nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória do Senhor e somosLeia mais →

Hoy es introducida en las regiones sublimes y presentada en el templo celestial la única y santa Virgen, la que con tanto afán cultivó la virginidad, que llegó a poseerla en el mismo grado que el fuego más puro. Pues mientras todas las mujeres la pierden al dar a luz, Ella permaneció virgen antes del parto, en el parto y después del parto. Hoy el arca viva y sagrada del Dios viviente, la que llevó en su seno a su propio Artífice, descansa en el templo del Señor, templo no edificado por manos humanas. Danza David, abuelo suyo y antepasado de Dios, y con élLeia mais →

El ángel es un ser inteligente, dotado de libre arbitrio, en continua actividad incorpórea al servicio de Dios; enriquecido con la inmortalidad gracias al don del Altísimo, aunque sólo el Creador sabe en qué consiste su sustancia y puede definirla (…). El ángel es una naturaleza racional, inteligente, libre, sujeto a razonamiento y determinado en la voluntad, pues todo lo que ha sido creado debe estar sujeto a cambio: sólo lo increado está fuera de la esfera de la mutabilidad. También lo que es racional está dotado de libertad y, por eso, el ángel, al tener razón y ser inteligente, goza de libre arbitrio; esLeia mais →