Jesus Cristo, coberto de desprezo e de insultos pelos seus inimigos, aplica-Se ainda mais a fazer-lhes o bem. […] Percorria cidades, aldeias e sinagogas, ensinando-nos a responder às calúnias, não com calúnias, mas através de boas obras. Se, ao fazeres o bem ao teu próximo, tens em vista agradar a Deus e não aos homens, façam estes o que fizerem, não deixes tu de fazer o bem; a tua recompensa será maior. […] Eis a razão por que Cristo não esperava que os doentes fossem ter com Ele, mas Ele próprio ia ter com eles, levando-lhes simultaneamente dois bens essenciais: a Boa Nova do ReinoLeia mais →

Que pescaria admirável a do Salvador! Admirai a fé e a obediência dos discípulos. Como sabeis, a pesca exige uma atenção ininterrupta. Ora, no meio da sua labuta, eles ouvem o chamamento de Jesus e não hesitam um instante, dizendo por exemplo: «Deixa-nos ir a casa falar com a nossa família». Não, deixam tudo e seguem-No, como Eliseu fez com Elias (1Rs 19,20). Esta é a obediência que Cristo nos pede: sem a menor hesitação, mesmo que necessidades aparentemente mais urgentes nos pressionem. Foi por isso que quando um jovem que queria segui-Lo Lhe pediu para ir primeiro sepultar o pai, Ele não lhe permitiuLeia mais →

Numerosas são as vagas e brame a tempestade, mas não tememos ser submersos: permanecemos firmes sobre a rocha. Mesmo que o mar se enfureça, não quebrará a rocha; mesmo que as vagas se levantem, não podem engolir a barca de Jesus. Dizei-me: que podemos nós temer? A morte? «Para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro» (Fil 1,21). O exílio? «Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe» (Sl 23,1). A confiscação dos bens? «Nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1Tim 6,7). Pouco me importa o que é temível neste mundo; rio-me dos seus bens. Não temo aLeia mais →

Passou por ali um samaritano. […] É propositadamente que Cristo dá a Si próprio o nome de Samaritano, Ele a quem tinham dito, para O insultarem: «Tu és um samaritano e estás possesso do demônio» (Jo 8,4). […] O viajante samaritano que era Cristo – porque Ele era de fato um viajante – viu a humanidade caída por terra. E não passou ao largo, porque a razão pela qual empreendera essa viagem era «visitar-nos» (Lc 1,68, 78), a nós, por causa de quem Ele desceu à terra e entre quem habitou. Porque Ele «fez a sua aparição na terra, onde permaneceu entre os homens» (BarLeia mais →

O paralítico da piscina de Betsatá esperava um homem [para o ajudar a descer à piscina]. Quem era esse homem, a não ser o Senhor Jesus, nascido da Virgem? Com a sua vinda, Ele não prefigurou apenas a cura de algumas pessoas; Ele era a própria verdade que cura todos os homens. Por conseguinte, era Ele que se esperava que descesse, Ele de quem Deus Pai disse a João Batista: «Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo» (Jo 1,33). […] Então, porque desceu o Espírito como uma pomba, se não para que tu a visses e reconhecessesLeia mais →

Sendo do alto, o Verbo, a Palavra de Deus, era e é o divino princípio de todas as coisas. Mas, agora que recebeu como nome «Aquele-que-foi-consagrado», ou seja, «Cristo», eu chamo-Lhe «cântico novo» (Sl 33, 144, 149, etc.). O Verbo fazia-nos existir desde há muito, porque estava em Deus; por Ele a nossa existência é boa. Ora este Verbo acaba de aparecer aos homens, Ele que é Deus e Homem; Ele é para nós a causa de todos os bens. Tendo aprendido com Ele a viver bem, somos por Ele introduzidos na vida eterna. Porque, como nos diz o apóstolo do Senhor, «a graça de Deus,Leia mais →

Como pode ainda um homem considerar o próprio sangue como preço suficiente para a sua redenção, depois de Cristo ter derramado o seu sangue pela redenção de todos? Haverá alguém cujo sangue se possa comparar ao sangue de Cristo […], Ele que pelo seu sangue reconciliou o mundo com Deus? Que vítima melhor poderá haver? Que sacrifício poderá ser mais precioso? Que advogado poderá ser mais eficaz do que Aquele que Se tornou propiciação pelos pecados de todos os homens e deu a sua vida como redenção por todos nós? O que se exige, portanto, não é a propiciação ou o resgate que pode oferecerLeia mais →

«Que hei de fazer? Onde encontrarei que comer? Que vestir?» Eis o que diz este rico. O seu coração sofre, a inquietação devora-o, porque aquilo que regozija os outros acabrunha o avarento. O fato de ter os celeiros cheios não é para ele motivo de felicidade. O que atormenta dolorosamente a sua alma é esse excesso de riquezas, transbordando dos seus celeiros. […] Considera, homem, quem te cumulou com a sua generosidade. Reflete um pouco sobre ti mesmo: quem és tu? O que te foi confiado? De quem recebeste esse cargo? Porque foste tu escolhido, em detrimento de muitos outros? O Deus de bondade fezLeia mais →

«Regressai a Mim de todo o vosso coração», mostrai a vossa conversão «com jejum, lágrimas e sinais de luto» (Jl 2,12). Se jejuardes agora, depois sereis saciados; se chorardes agora, depois rireis; se fizerdes luto agora, mais tarde sereis consolados (cf Lc 6,21). […] Já não vos peço que «rasgueis as vossas vestes, mas os vossos corações» (Jl 2,13) porque eles estão tão cheios de pecados, que rebentarão como um odre se não os rasgardes. Quando o tiverdes feito, regressai ao Senhor vosso Deus de quem os vossos pecados passados vos afastaram. Não desespereis do perdão por causa da enormidade das vossas faltas, porque aLeia mais →

Doentes, precisamos do Salvador; perdidos, daquele que nos conduzirá; sedentos, da fonte de água viva; mortos, precisamos da vida; ovelhas, do pastor; crianças, do educador; e toda a humanidade precisa de Jesus. […] Podemos compreender a sabedoria suprema do santíssimo pastor e educador, que é o Todo-Poderoso e o Verbo do Pai, quando Ele Se serve de uma alegoria, dizendo-Se pastor das ovelhas; mas Ele é também o educador dos pequeninos. Com efeito, dirige-Se longamente aos anciãos, por intermédio de Ezequiel, dando-lhes exemplo da sua solicitude: «Cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente; procurarei a que se tinha perdido, e aLeia mais →