Regressarei à casa de meu Pai, como o Filho Pródigo (Lc 15,18), e serei acolhido. Tal qual ele fez, assim farei eu: corresponderá o Pai aos meus desejos? […] Pois estou como morto pelo pecado, como de uma doença. Resgata-me desta ruína, e possa eu louvar o Teu nome! Senhor da terra e do céu, peço-Te: ajuda-me e mostra-me o caminho para chegar a Ti! Leva-me à Tua presença, Filho do Magnânimo, e atinge assim o cume da Tua misericórdia! Irei a Ti e saciar-me-ei com a Tua alegria. Nesta hora de profundo cansaço mói para mim o fermento da vida! Parti à Tua procuraLeia mais →

O sábado não foi estabelecido como uma prova que permita um discernimento entre a vida e a morte, entre a justiça e o pecado, tal como outros preceitos pelos quais «o homem que os observar viverá» (Lv 18,5), ou morrerá se não os cumprir.  Não, o sábado, no seu tempo, foi dado ao povo, tendo em vista o repouso; tal como os homens, os animais também deviam parar de trabalhar (cf. Ex 23,12). […] Se o sábado não tivesse sido instituído para o repouso de todos os seres que exercem um trabalho corporal, as criaturas que não trabalham, para serem justificadas, teriam de observar tambémLeia mais →

Arrancada uma árvore, cortada até pela sua base e depois feito o transplante— o salgueiro, por exemplo—, ela rebenta e volta a florir; e não voltará à vida um homem arrancado ao solo? Colhidas as sementes, repousam e descansam nos celeiros e voltarão a viver depois da primavera; e não voltará à vida o homem depois de ceifado e lançado aos celeiros da morte? Cortado e transplantado um ramo ou um rebento de vide, ganha vida e dá fruto; e não há de voltar a levantar-se o homem que caiu, para quem tudo foi criado? Considerai agora o que se passa à nossa volta. ContemplaiLeia mais →

Este chefe [da sinagoga] pode ser entendido como representando a Lei de Moisés que, orando em intenção da multidão que a referida Lei tinha alimentado para Cristo, pregando a expectativa da Sua vinda, pede ao Senhor que dê vida a uma morta. […] O Senhor prometeu-lhe ajuda e, para o tranqüilizar, seguiu-o. Mas primeiro, a multidão dos pagãos pecadores foi salva com os apóstolos. O dom da vida voltava a tomar o primeiro lugar em relação à eleição predestinada pela Lei, mas antes disso, na imagem da mulher, a salvação chegou aos publicanos e aos pecadores. Eis porque razão esta mulher confia que, aproximando-se doLeia mais →

Não comecei este trabalho por mim próprio, mas foi Cristo Senhor que me ordenou que viesse passar o resto dos meus dias junto dos irlandeses pagãos – se o Senhor o quiser e se Ele me guardar de qualquer mau caminho. […] Mas não confio em mim próprio «enquanto resido neste corpo de morte» (2Pe 1,13; Rom 7,24). […] Não levei uma vida perfeita como outros fiéis, mas confesso-o ao meu Senhor e não me envergonho na Sua presença. Porque eu não minto: depois que O conheci na minha juventude, o amor de Deus cresceu em mim, assim como o Seu temor, e até aoLeia mais →

Aos cristãos, o que lhes foi transmitido não tem origem terrestre (Gl 1,12) e o que eles fazem questão de conservar com tanto cuidado não é invenção dum mortal […] mas foi o próprio Deus invisível, verdadeiro Senhor e Criador de tudo, que do alto dos céus colocou a Verdade no meio dos homens (Jo 14,6), o Seu Verbo santo e incompreensível, e O estabeleceu firmemente em seus corações. Não realizou tudo isto, como alguém poderia imaginá-lo, enviando aos homens algum subordinado, Anjo ou espírito de entre os que governam as coisas terrenas ou têm a seu cargo o cuidado das coisas celestes (Ef 1,21),Leia mais →

Se os homens soubessem o que é o amor do Senhor, acorreriam a Cristo em multidão, e todos seriam reconfortados com a Sua graça: a Sua misericórdia é inexprimível. O Senhor ama o pecador arrependido e aperta-o contra o peito com ternura: «Meu filho, onde estavas? Há muito que te espero.» O Senhor chama a Si todos os homens com a voz do Evangelho, e essa voz ressoa pelo mundo inteiro. «Vinde a Mim, todos vós que sofreis, e encontrareis descanso; vinde e bebei da água viva, vinde e compreendei que vos amo; se não vos amasse, não vos chamaria; mas não posso tolerar queLeia mais →

Diz São João na sua epístola: «Deus é luz» (1Jo 1,5); aquele que permanece em Deus está na luz, como Ele próprio está na luz. Uma vez que temos a alegria de estar livres das trevas e do erro, devemos caminhar sempre na luz, como verdadeiros filhos da luz. […] É por isso que o Apóstolo diz: «Brilhais como astros no mundo. Conservai a palavra da vida.» (Fl 2,15-16). Se não o fizermos, dir-se-á que, pela nossa infidelidade, para nossa desgraça e dos outros, obscurecemos e cobrimos com um véu uma luz tão necessária e benfazeja. […] Por isso, essa lâmpada brilhante que foi acesaLeia mais →

A Igreja possui a marca e a imagem de Deus porque tem a mesma atividade que Ele. […] Deus trouxe todas as coisas à existência por meio do Seu poder infinito, e contém-nas, reúne-as e circunscreve-as. Ele liga fortemente todos os seres, uns aos outros e a Si próprio, na Sua Providência. […] A Santa Igreja manifestará para conosco os mesmos efeitos que Deus, de Quem é imagem. Numerosos, quase inumeráveis, são os homens, as mulheres, as crianças, distintos uns dos outros, infinitamente diferentes por nascimento, traços, nacionalidade e língua, gênero de vida e idade, aptidões, costumes, hábitos, conhecimento, fortuna, caráter e relações. Mas todosLeia mais →

A minha alma estava impaciente por aprender aquilo que é o princípio e a essência da filosofia. […] A inteligência das coisas incorpóreas cativava-me inteiramente; a contemplação das idéias dava asas ao meu pensamento. Imaginei-me sábio em pouco tempo e até fui suficientemente tolo para esperar ver a Deus de imediato, pois tal é o objetivo da filosofia de Platão. Nesse estado de espírito, […] dirigi-me a um sítio isolado junto ao mar, onde esperava ficar só, quando um velhinho começou a seguir-me. […] ─ O que te trouxe aqui? ─ perguntou-me. ─ Gosto deste gênero de caminhadas […], são muito favoráveis à meditação filosófica.Leia mais →