Todos os trabalhos do agricultor vão naturalmente dar à colheita. Então porque foi que Cristo disse que a colheita ainda estava no começo? A idolatria reinava em toda a Terra. […] Por todo o lado se praticava a fornicação, o adultério, o deboche, a cupidez, roubos e guerras. […] A Terra estava cheia de muitos males! Nenhuma semente tinha ainda sido lançada. Os espinhos, os cardos e as ervas daninhas que cobriam o chão ainda não tinham sido arrancados. Não se tinha ainda puxado qualquer charrua nem traçado um sulco. Então como é que Jesus pode afirmar que a seara é grande? […] Os apóstolosLeia mais →

Naquele dia, Jesus Cristo entrou no abismo e conquistou os infernos. Naquele dia, «Ele despedaçou as portas de bronze, quebrou os ferrolhos de ferro», como disse Isaías (Is 45,2). Reparemos bem nestas expressões. Não é dito que «abriu» as portas de bronze, nem que as tirou de seus gonzos, mas que «as despedaçou», para nos fazer compreender que deixou de haver prisão, para dizer que Jesus aniquilou a morada dos prisioneiros. Prisão onde já não haja portas nem ferrolhos deixa de poder ter cativos os seus reclusos. Ora, Jesus despedaçou essas portas; quem poderá voltar a pô-las? E os ferrolhos que quebrou: que homem poderáLeia mais →

«Fizestes-vos imitadores do Senhor», diz Paulo. Como? «Recebendo a Palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo» (1Tes 1,6). Não foi somente nas tribulações, foi no meio de tribulações, no meio de sofrimentos sem fim. Podeis constatá-lo nos Atos dos Apóstolos, onde vemos como se acicatou a perseguição contra eles, como os seus inimigos os denunciaram aos magistrados e sublevaram a cidade. Eles sofreram tribulações, e não se pode dizer que tenham permanecido fiéis com pena e gemendo; não, foram-no com grande alegria, pois os apóstolos tinham-lhes dado o exemplo: «Cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexamesLeia mais →

Dou-te a conhecer os cinco caminhos da conversão: o primeiro é o arrependimento pelos nossos pecados; depois, o perdão concedido às ofensas do próximo; o terceiro consiste na oração; o quarto, na esmola; o quinto, na humildade. Não fiques, pois, inativo, mas toma cada dia todos estes caminhos. São caminhos fáceis e não podes apresentar como pretexto a tua miséria. Pois, mesmo que vivas na maior pobreza, podes abandonar a cólera, praticar a humildade, rezar assiduamente e arrepender-te dos teus pecados […]. Uma vez que estejas no caminho da conversão, dá o que possuis. Nem a pobreza nos impede de cumprir este mandamento: vemo-lo naLeia mais →

«Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza». O ladrão não ousou fazer esta prece sem antes, pela confissão, se ter libertado do fardo dos seus pecados. Vê bem, cristão, a força da confissão: ele confessou os seus pecados e o paraíso abriu-se-lhe; confessou os seus pecados e ganhou confiança bastante para pedir o Reino dos Céus, depois de tantos roubos que tinha cometido. […] Queres conhecer o Reino? Que vês aqui que se lhe assemelhe? Tens debaixo dos olhos os pregos e uma cruz, mas essa cruz, dizia Jesus, é o próprio sinal do Reino. E eu, ao vê-Lo na cruz, proclamo-OLeia mais →

Cristo não Se manifestou a todos os homens no momento do seu nascimento, mas no momento do seu batismo. Até esse dia, poucos O conheciam; quase ninguém sabia da sua existência e quase todos ignoravam quem Ele era. João Batista declarou: «No meio de vós está quem vós não conheceis» (Jo 1,26); e o próprio João partilhava esta ignorância acerca de Cristo até ao dia do seu batismo: «Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo’» […]. Com efeito, que razão dáLeia mais →

«Vinde ver o lugar onde repousava o Senhor» (Mt 28,6). […] Vinde ver o lugar onde foi redigida a acta que garante a vossa ressurreição. Vinde ver o lugar onde a morte foi sepultada. Vinde ver o lugar onde um corpo, um grão que não foi semeado pelo homem, produziu uma multidão de espigas para a imortalidade. […] «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia. Lá Me verão». Eis o que o Senhor disse às mulheres. Ainda agora, à beira da piscina baptismal, Ele permanece invisível junto dos crentes, mas abraça os recém-baptizados como amigos e irmãos. […] EleLeia mais →

Jesus Cristo, coberto de desprezo e de insultos pelos seus inimigos, aplica-Se ainda mais a fazer-lhes o bem. […] Percorria cidades, aldeias e sinagogas, ensinando-nos a responder às calúnias, não com calúnias, mas através de boas obras. Se, ao fazeres o bem ao teu próximo, tens em vista agradar a Deus e não aos homens, façam estes o que fizerem, não deixes tu de fazer o bem; a tua recompensa será maior. […] Eis a razão por que Cristo não esperava que os doentes fossem ter com Ele, mas Ele próprio ia ter com eles, levando-lhes simultaneamente dois bens essenciais: a Boa Nova do ReinoLeia mais →

Numerosas são as vagas e brame a tempestade, mas não tememos ser submersos: permanecemos firmes sobre a rocha. Mesmo que o mar se enfureça, não quebrará a rocha; mesmo que as vagas se levantem, não podem engolir a barca de Jesus. Dizei-me: que podemos nós temer? A morte? «Para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro» (Fil 1,21). O exílio? «Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe» (Sl 23,1). A confiscação dos bens? «Nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1Tim 6,7). Pouco me importa o que é temível neste mundo; rio-me dos seus bens. Não temo aLeia mais →

«Saiu o semeador a semear.» Donde saiu Ele, Aquele que está presente em toda a parte, que enche todo o universo? Como saiu? Não materialmente, mas por uma disposição da sua providência a nosso respeito: aproximou-Se de nós, revestindo-Se da nossa carne. Uma vez que não podíamos ir até Ele, porque os nossos pecados nos impediam o acesso, foi Ele que veio até nós. E porque foi que saiu? Para destruir a terra onde abundavam os espinhos? Para castigar os cultivadores? De modo nenhum. Ele veio cultivar essa terra, tratar dela e nela semear a palavra da santidade. Porque a semente de que fala é,Leia mais →