Carta 129, 1-2; PL 22 «Espero vir a contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos» (Sl 27,13), dizia David. Que bens poderia este rei procurar, de que carecia este homem cujo poder era tal que as riquezas por ele acumuladas satisfizeram seu filho Salomão, cuja opulência não foi jamais superada em todo o Universo? O que ele procurava na terra dos vivos eram bens que nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passaram pelo pensamento do homem, mas que Deus tem preparado para aqueles que O amam (cf 1Cor 2,9). «Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a Terra», diz o Evangelho.Leia mais →

Homilia 23 (livro 2); CCL 122, 354, 356-357 Não há qualquer dúvida de que São João Batista sofreu a prisão pelo nosso Redentor, que precedeu pelo seu testemunho e por quem deu a vida. O seu perseguidor não lhe pediu para negar Cristo, mas para calar a verdade; contudo, foi por Cristo que morreu, pois Cristo disse acerca de Si mesmo: «Eu sou […] a verdade» (Jo 14,6); ora, se derramou o seu sangue pela verdade, foi por Cristo que o fez. Com o seu nascimento, João testemunhou que Cristo iria nascer; com a sua pregação, testemunhou que Cristo iria pregar; batizando, testemunhou que EleLeia mais →

Homilia n.º 5; PG 43, 491.494.502 Que dizer? Que elogio se há de fazer à Virgem gloriosa e santa? Ela ultrapassa todos os seres, à exceção de Deus, sendo por natureza mais bela que os querubins, os serafins e todo o exército dos anjos. Nem as línguas do Céu nem as da Terra, nem as línguas dos anjos bastam para louvá-la. Virgem bendita, pomba pura, esposa celeste […], templo e trono da divindade! Cristo, sol esplendoroso do Céu e da Terra, pertence-te. Tu és a nuvem luminosa que fez descer Cristo, Ele o brilho resplandecente que ilumina o mundo. Rejubila, ó cheia de graça, portaLeia mais →

6º sermão sobre a natividade de João Batista Como será a glória do juiz, se a glória do arauto é tão grande? Como será aquele que deve vir como caminho (cf Jo 14,6), se o que prepara o caminho (cf Lc 3,6) já é assim? […] A Igreja considera o nascimento de João especialmente sagrado; não celebramos de forma solene o nascimento de nenhum dos santos que nos precederam, mas apenas os de João e de Cristo. […] João nasce de uma mulher velha e estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem. A idade dos pais não favorecia o nascimento de João; o nascimento deLeia mais →

Comentário ao Evangelho de São João, I, 21-25 Considero os quatro evangelhos os elementos essenciais da fé da Igreja […] e penso que as suas primícias estão […] no Evangelho de João, o qual, para falar daquele de quem outros fizeram a genealogia, se inicia precisamente por Aquele que não a tem. Com efeito, escrevendo para judeus que esperavam o descendente de Abraão e de David, Mateus diz: «Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão» (Mt 1,1); e Marcos, sabendo muito bem o que escreve, traz: «Princípio do evangelho» (Mc 1,1). Já em João encontramos o fim do evangelho: é o VerboLeia mais →

Carta aos Romanos, 5-7 Hoje, começo a ser discípulo. Que criatura alguma, visível ou invisível, me impeça de ir ter com Jesus Cristo. […] Nem os mais cruéis suplícios me perturbam, a única coisa que desejo é estar com Jesus Cristo. De que me servem as doçuras deste mundo e os impérios da Terra? Mais vale morrer por Cristo Jesus que reinar até aos confins do Universo. É a Ele que procuro, a Ele que morreu por nós; é a Ele que desejo, a Ele que ressuscitou por nós. Aproxima-se o momento do meu nascimento. […] Deixai-me abraçar a luz puríssima. Nessa altura, serei umLeia mais →

Irmãos e irmãs, Ainda ressoa em nossos ouvidos o canto da Santa Teofania: “Em teu batismo no Jordão, Senhor, foi manifestada a adoração da Trindade…” Celebramos que Cristo entrou nas águas não para ser purificado, mas para purificar; não para receber luz, mas para iluminar; não por necessidade, mas por condescendência amorosa. E, agora, no domingo após a Teofania, a Igreja nos conduz, com sobriedade e realismo espiritual, a um passo a mais: a luz que brilhou no Jordão não foi dada apenas para ser contemplada, mas para ser seguida. Por isso, o Evangelho de hoje nos mostra o início da pregação pública do Senhor,Leia mais →

Contra as heresias, IV, 20, 4-5; SC 100 Há um único Deus, que, pelo seu Verbo, sua Palavra e sua Sabedoria, fez e harmonizou todas as coisas. Deus Criador deu esse mundo ao género humano. […] Nenhum dos seres que Ele criou conhece a sua grandeza, porque ninguém escrutinou a sua origem. […] No entanto, o seu amor é conhecido desde sempre, graças Àquele por quem todas as coisas foram criadas (cf Rom 1,20), que não é outro senão o Verbo, nosso Senhor Jesus Cristo, que nos últimos tempos Se fez homem entre os homens, para unir o fim ao princípio, isto é, o homemLeia mais →

Morais sobre Job, Livro XI, SC 212 «Não se fez o ouvido para ouvir e o paladar para saborear as iguarias?» (Jb 12,11). Não escapará certamente a ninguém que os cinco sentidos do nosso corpo, a vista, o ouvido, o paladar, o olfato e o tato, em tudo o que sentem e distinguem, extraem do cérebro o seu poder de distinguir e sentir. E, embora o sentido do cérebro seja o único juiz que em nós preside, contudo, é graças aos órgãos que lhes são próprios que ele distingue os cinco sentidos, e Deus opera esta maravilha: o olho não ouve, o ouvido não vê,Leia mais →