Do gr.: δέησις (déesis) = súplica
Representação de Cristo ladeado pela Virgem Maria e por João Batista (ou o Precursor) em atitude de intercessão. Muitas vezes inclui outros santos ou até o fundador da igreja ou do mosteiro. É chamada de Grande Déisis quando inclui mais figuras de santos, frequentemente pintadas em painéis separados.

Do gr.: δεκανίκιον (dekaníkion) = bastão
Bastão pastoral usado pelos bispos e também pelos monges para apoio durante longas cerimônias litúrgicas.

Festas dedicadas ao Senhor, celebrando os mistérios da Redenção no calendário litúrgico. Incluem:

  1. Circuncisão (1º de janeiro)
  2. Teofania (6 de janeiro)
  3. Apresentação no Templo (2 de fevereiro)
  4. Domingo de Ramos
  5. Anunciação (25 de março)
  6. Páscoa
  7. Ascensão
  8. Pentecostes
  9. Transfiguração (6 de agosto)
  10. Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro)
  11. Natal (25 de dezembro)

Ícones do primeiro nível do iconostásio, que incluem Cristo (à direita das Portas Reais), a Theotokos (à esquerda), João Batista e o santo padroeiro da igreja.

Ver “Trono”. Refere-se ao trono episcopal usado nas celebrações litúrgicas.

Do gr.: δευτερεύων (deutereúon) = segundo, auxiliar

  1. Vigário paroquial.
  2. Assistente do egúmeno.

Do gr.: δεξιός (dexiós) = direito; κρατέω (kratéo) = segurar
Ícone da Theotokos segurando o Menino Jesus no braço direito, ao contrário do costume de usar o braço esquerdo.

Do gr.: διάκονος (diákonos) = diácono
Ladainhas recitadas pelos diáconos durante a Liturgia.

Do gr.: διάκονος (diákonos) = diácono
Espaço dentro do santuário, à direita do altar, onde os celebrantes vestem seus paramentos.

Do gr.: διάψαλμα (diápsalma) = pausa
Pausa na recitação de um salmo.

Do grego Δικῆριον (di- = “dois”, e κηρίον = “vela”) e Τρικῆριον (tri- = “três”, e κηρίον = “vela”), o termo Diquirotriqira refere-se a dois pequenos candelabros litúrgicos exclusivos do episcopado:

  • Dikirion (Δικῆριον): Candelabro com duas velas, representando as duas naturezas de Cristo – divina e humana. Usado pelo bispo para abençoar com a mão esquerda.
  • Trikirion (Τρικῆριον): Candelabro com três velas, simbolizando as Três Pessoas da Santíssima Trindade. Utilizado pelo bispo para abençoar com a mão direita.

Em conjunto, esses candelabros são chamados de Ditrikirion.

Significados e Uso Litúrgico:

Os Dikirion e Trikirion são utilizados pelo bispo durante liturgias pontificais para dar bênçãos especiais, destacando sua autoridade sacramental e o papel teológico do episcopado.

  • Reforçam os fundamentos da fé ortodoxa, representando visualmente as doutrinas centrais da Encarnação e da Santíssima Trindade.
  • Simbolizam a luz de Cristo e a presença divina nas celebrações litúrgicas.

Do gr.: δίκη (díke) = justiça; τριάς (triás) = Trindade
Candelabros com duas ou três velas, usados pelo bispo para abençoar os fiéis. Simbolizam as duas naturezas de Cristo (humana e divina) e as três Pessoas da Santíssima Trindade.

Do gr.: δικαιοσύνη (dikaiosýnē) = justiça
Autoridade e direitos de um bispo sobre sua diocese.

Do gr.: δίκαιος (díkaios) = justo
Prior de uma “skiti” (comunidade monástica menor).

Do gr.: δίς (dís) = duas vezes; πτυχή (ptychḗ) = dobra

  1. Lista de nomes de vivos e falecidos para serem comemorados na Liturgia.
  2. Lista oficial de líderes eclesiásticos em comunhão.

Do gr.: δίσκος (dískos) = prato
Patena maior que a latina, com base elevada, usada para sustentar o Cordeiro (Amnos), as partículas e o asteriskos durante a Liturgia.

Do gr.: Θεία (Theía) = divina; Λειτουργία (Leitourgía) = serviço público
Celebrada na Igreja Bizantina, incluindo:

  • Liturgia de São João Crisóstomo
  • Liturgia de São Basílio
  • Liturgia dos Dons Presantificados
  • Liturgia de São Tiago

Do gr.: διαμονή (diamonḗ) = estadia
Permissão de entrada e permanência no Monte Athos, geralmente válida por três dias.

Do gr.: δοχεῖον (docheíon) = recipiente
Tesoureiro ou administrador de um mosteiro.

Este domingo, o quarto dos domingos de preparação para a Grande Quaresma, marca o encerramento do período preparatório. É o último dia antes do início oficial da Quaresma, que começa na segunda-feira, com a abstinência de laticínios segundo a Tradição da Igreja.

O sábado anterior é dedicado à memória dos Santos ascetas, que são saudados como exemplos e intercessores no caminho da penitência.

Leituras Litúrgicas:

  • Epístola (Rm 13, 11-14; 14, 1-4): São Paulo exorta a viver na luz, rejeitando as obras das trevas, e aborda o tema do jejum com moderação: quem come e quem não come não devem julgar-se mutuamente, pois ambos pertencem ao mesmo Senhor.
  • Evangelho (Mt 6, 14-21): A mensagem central é o perdão: “Se perdoardes aos homens suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós.” O jejum é apresentado em dependência do perdão, com o Senhor recomendando praticá-lo com alegria, sem ostentação, e mantendo o coração focado no tesouro celeste.

Hinos do Ofício Divino:

Os cânticos contrapõem a bem-aventurança do Paraíso ao estado decaído do homem após a queda. Inspiram a prática do jejum como caminho de purificação, comparando-o ao jejum de Moisés, que o preparou para a visão divina. Assim como ele jejuou por quarenta dias, somos chamados a jejuar para reprimir as paixões e trilhar a via celestial “docemente”.

A Quaresma é vivida não como um fardo, mas como uma jornada leve e sutil, que nos eleva à semelhança dos anjos.

O Domingo do Carnaval, também chamado de Domingo da Abstinência da Carne, é o último dia em que o consumo de carne é permitido antes da Quaresma. A partir da manhã da segunda-feira seguinte, inicia-se a abstinência de carne até a Páscoa.

Comemoração dos Fiéis Defuntos:
O sábado anterior a este domingo é dedicado à memória dos fiéis defuntos, estabelecendo uma conexão temática com a evocação do julgamento final, o tema central deste domingo.

Leituras Litúrgicas

  • Epístola (1 Co 8, 8-13; 9, 1-2): São Paulo ensina que comer ou não comer carne é indiferente em si, mas que devemos evitar escandalizar os mais fracos na fé. Essa orientação inspira a prática do jejum como ato de respeito pela consciência dos outros.
  • Evangelho (Mt 26, 31-46): Descreve o julgamento final, quando o Filho do Homem separará os justos dos pecadores. A entrada no Reino será concedida àqueles que praticaram atos de amor para com os pobres, doentes e necessitados, vendo neles a presença do Senhor. O julgamento é, em última análise, determinado pelo amor ou pela falta dele.

Hinos e Orações

As orações de Vésperas e Matinas evocam o terror diante do julgamento de Deus, com imagens de livros abertos, rios de fogo e tremores diante do altar. Apesar do tom solene, há uma mensagem de esperança, expressa em hinos como:
“Ó, minh’alma, a hora se aproxima. Eu pequei, Senhor, eu pequei; mas conheço Teu amor e Tua misericórdia, ó Bom Pastor…”

Este domingo convida à reflexão sobre o arrependimento e o amor como critérios fundamentais para nossa salvação, enquanto prepara os fiéis para a jornada da Quaresma.

Conjunto das doze principais celebrações do ano litúrgico bizantino:

  • Natividade da Mãe de Deus (8 de setembro)
  • Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro)
  • Apresentação de Maria (21 de novembro)
  • Natal (25 de dezembro)
  • Teofania (6 de janeiro)
  • Apresentação do Senhor (2 de fevereiro)
  • Anunciação (25 de março)
  • Natividade de São João Batista (24 de junho)
  • Santos Pedro e Paulo (29 de junho)
  • Transfiguração (6 de agosto)
  • Dormição da Mãe de Deus (15 de agosto)
  • Decapitação de São João Batista (29 de agosto)