Do gr.: γάλα (gála) = leite; τροφή (trophḗ) = alimento
Tipo de ícone da Mãe de Deus amamentando o Menino Jesus.

Do gr.: γάζα (gáza) = tesouro; φυλάκιον (fylákion) = depósito
Espaço destinado ao armazenamento das ofertas dos fiéis.

Do gr.: γέρων (géron) = ancião
Superior de uma “kellion” (cela monástica). Também usado genericamente como título de respeito para monges idosos e estimados.

Ver Kontorasson. Refere-se a uma vestimenta usada por clérigos.

Do gr.: γλυκύς (glykýs) = doce; φίλημα (phílēma) = beijo
Ícone da Mãe de Deus segurando o Menino Jesus em um gesto de ternura, com a cabeça inclinada para Ele. Ver também Eleousa.

A Grande Quaresma, iniciada na segunda-feira após o Domingo da Abstinência de Laticínios, marca os quarenta dias de preparação espiritual para a Paixão e a Páscoa. Antes de abordar os detalhes das semanas quaresmais, é útil destacar suas características gerais:

1. Jejum

O jejum é um elemento central da Quaresma, com ênfase não apenas na abstenção alimentar, mas também no controle de pensamentos, palavras e ações.

  • Jejum alimentar: Valorizado pelos Padres da Igreja como prática penitencial e purificadora.
  • Jejum interior: Envolve a abstinência de prazeres, como continência conjugal e a renúncia a festas e espetáculos, segundo a disciplina dos primeiros séculos.
  • Esmola: Reforçada como parte do jejum agradável a Deus, unindo práticas interiores e exteriores.

2. Características Litúrgicas

A Grande Quaresma traz alterações significativas na prática litúrgica:

  • Grandes Completas: Nas segundas, terças, quartas e quintas-feiras, substituem as Pequenas Completas, com leituras extensas de Salmos, Tropários e a Oração da Penitência de Manassés.
  • Liturgia de São Basílio: Celebrada nos domingos da Quaresma, com orações mais longas e profundas do que a Liturgia de São João Crisóstomo.
  • Liturgia dos Pré-Santificados: Realizada às quartas e sextas-feiras, permite a comunhão de Dons consagrados previamente, adicionando-se ao ofício de Vésperas.

3. Ritos Específicos

  • Grande Cânon de Santo André de Creta: Lido na primeira semana, dividido em quatro partes, e na quinta-feira da quinta semana, em sua totalidade. Esta composição poética e penitente contrasta a bondade de Deus com a fragilidade humana.
  • Oração de Santo Efrém: Repetida na maioria dos ofícios da Quaresma, é uma súplica direta e fervorosa, muito conhecida pelos fiéis:

«Senhor e Mestre da minha vida, afasta de mim o espírito de preguiça, dissipação, domínio e vã loquacidade. Concede ao Teu servo o espírito de temperança, humildade, paciência e caridade. Sim, Senhor e Rei, concede-me ver as minhas faltas e não julgar meu irmão. Pois Tu és bendito pelos séculos dos séculos».

Essas práticas e orações conferem à Grande Quaresma um caráter único de renovação espiritual e penitência.

Ver Calvário.

Do gr.: γόνυ (góny) = joelho; κλίνω (klínō) = dobrar
Celebração litúrgica de invocação, recitada na noite de Pentecostes (Vésperas da Segunda-feira). Onde esta prática não é comum, é realizada ao final da Divina Liturgia no dia de Pentecostes. A oração é feita de joelhos, e como ocorre tecnicamente na segunda-feira, não infringe a proibição de ajoelhar-se aos domingos.

Do gr.: γοργός (gorgós) = rápido; ἐπήκοος (epíkoos) = ouvinte
Título da Mãe de Deus e tipo de ícone que destaca sua prontidão em atender às súplicas.

Do gr.: μεγάλη (megalē) = grande; ἐκκλησία (ekklesía) = igreja

  1. Título originalmente dado à Basílica de Santa Sofia, em Constantinopla, cujo “Typikon” (livro litúrgico) reformado ainda está em uso.
  2. Também se refere à igreja patriarcal de Constantinopla, centro da vida administrativa e litúrgica.

Do gr.: ἄκρα (ákra) = suprema; ταπείνωσις (tapéinosis) = humildade
Tipo de ícone que representa Cristo morto em pé dentro do sepulcro, simbolizando sua extrema humildade e sofrimento.