Abreviação de Ἰησοῦς Χριστὸς νικᾱ (Iesoûs Christòs niká), que significa “Jesus Cristo vence”. É uma inscrição frequentemente encontrada em ícones e símbolos.

Do gr.: εἰκών (eikón) = imagem
Imagem sagrada que representa um Mistério da Redenção ou um santo. Suas características são rigorosamente codificadas, deixando ao iconógrafo apenas a escolha do tema e a execução técnica. O verdadeiro iconógrafo prepara-se espiritualmente com jejum e oração. Ícones são considerados “janelas para o Céu” e têm papel central na liturgia bizantina. O nome do santo ou evento representado é parte essencial da composição.

Do gr.: εἰκών (eikón) = imagem; στάσις (stásis) = posição
Parede que separa o altar (vima) da nave, decorada com ícones. Originalmente derivada de uma estrutura simples com imagens e lâmpadas, evoluiu no Oriente para uma parede completa. Na iconóstase típica:

  • À direita da porta central: ícone de Cristo.
  • À esquerda: ícone da Theotokos.
  • Lateralmente: ícones de João Batista e do santo padroeiro da igreja.
  • Parte superior: Apóstolos, festas litúrgicas e, no topo, Cristo crucificado ou a Última Ceia.

Do gr.: ἦχος (íchos) = som ou tom
Tonalidade ou modo de canto utilizado para salmos e hinos. Existem oito tons, alternados semanalmente a partir do domingo de Páscoa. Estão reunidos no livro Oktoichos.

Do gr.: ἴδιος (ídios) = próprio; μέλος (mélos) = melodia
Tropario com melodia própria, não usada em outros textos.

Do gr.: ἴδιος (ídios) = próprio; ῥυθμός (rythmós) = ritmo
Monastério onde os monges vivem de forma independente, com sustento próprio, embora sujeitos a um superior. Reúnem-se apenas para celebrações dominicais ou grandes festas.

Do gr.: ἱερατικός (hieratikós) = sacerdotal
Livro litúrgico contendo as partes do sacerdote e diácono para as Liturgias de São João Crisóstomo, São Basílio, dos Dons Presantificados, além de textos para as Vésperas (esperinós) e o Orthros. Também chamado de Liturghikón.

Do gr.: ἱερός (hierós) = sagrado; διάκονος (diákonos) = diácono
Monge ordenado diácono.

Do gr.: ἱερός (hierós) = sagrado; μάρτυς (mártys) = mártir
Mártir que foi ordenado em algum grau sacerdotal.

Do gr.: ἱερός (hierós) = sagrado; μοναχός (monachós) = monge
Monge ordenado sacerdote. A ordenação nos mosteiros bizantinos é baseada nas necessidades litúrgicas, não sendo automática por mérito ou antiguidade.

Do gr.: οἶκος (oîkos) = casa; κυρά (kyrá) = senhora
Título dado à Mãe de Deus como “Senhora do Lar”.

Do gr.: οἶκος (oîkos) = casa, estrofe
Estrofe que segue o Kontakion em hinos litúrgicos.

Do gr.: εἰλήτω (eilétō) = enrolar
Véu usado para envolver o antimínsion, correspondente ao corporale latino.

Do gr.: φωτισμός (fotismós) = iluminação
Outro nome para o sacramento do Batismo.

Do gr.: ἱμάτιον (himátion) = manto
Veste bizantina usada sobre a túnica. Nas representações icônicas, Cristo é geralmente representado com um imation azul, simbolizando sua natureza divina.

Do gr.: ἡμέρα (hēméra) = dia; λόγιον (lógion) = registro
Publicação anual contendo orientações diárias para celebrações litúrgicas, baseadas no Typikon local.

Do gr.: ϑυμίαμα (thymiáma) = incenso
Pequeno braseiro suspenso por correntes, usado para incensar durante a Liturgia. Os sinos nas correntes simbolizam a mensagem dos Apóstolos.

Do gr.: ἴνδικτος (índiktos) = proclamação
Ciclo de 15 anos usado no Império Bizantino para fins fiscais, começando em 1º de setembro.

Do gr.: ὑπό (hypó) = abaixo; διάκονος (diákonos) = diácono
Suddiácono, membro da ordem menor do clero.

Do gr.: εἰρήνη (eirḗnē) = paz
Grande ladainha que inicia com “Oremos em paz ao Senhor”. Também chamada de Diakoniká por ser recitada pelo diácono.

Do gr.: εἷρμα (eírma) = base
Primeiro tropario de uma ode no canone, que serve como modelo melódico e métrico para os demais.

Do gr.: ἴσος (ísos) = igual; ἀπόστολος (apóstolos) = apóstolo
Título de alguns santos que desempenharam papel equivalente ao dos Apóstolos.

Do gr.: ἴσος (ísos) = igual
Nota grave contínua usada no canto litúrgico bizantino como suporte para a melodia.

Localizado no nordeste da península do Monte Atos, o Mosteiro de Iveron foi fundado em 980 por João Gruzin (Iveron), um monge georgiano. Inicialmente, abrigava grande número de georgianos, mas, a partir de 1335, o idioma grego foi introduzido devido à redução gradual da presença georgiana.

O Katholikon, construído em 1030 e dedicado à Dormição da Mãe de Deus, foi restaurado em 1513. Em 1865, um incêndio devastou o mosteiro, mas os monges conseguiram salvar objetos valiosos antes de reconstruí-lo.

O mosteiro também administra a skit de São João Batista, fundada em 1779, que originalmente abrigava monges georgianos e hoje é habitada por monges romenos.