“Tipo” de ícone em que a Virgem Maria carrega o Menino Jesus nos braços. Na parte superior da imagem, aparecem dois anjos segurando os instrumentos da Paixão de Cristo.
Do gr.: μαφόριον (maforíon) = manto feminino
Manto usado pelas mulheres em Bizâncio sobre a túnica, cobrindo também a cabeça. Nas representações da Mãe de Deus, o maforion é adornado com três estrelas, simbolizando sua virgindade antes, durante e após o parto.
Do gr.: μάγουλος (máoulos) = face, bochecha
Tipo de touca ou véu usado pelas monjas.
Do gr.: μακάριος (makários) = bem-aventurado
As Bem-Aventuranças do Evangelho de Mateus (5, 3-12). Durante a Liturgia Divina, podem ser cantadas no lugar das Antífonas.
Do grego Μανδύας, é uma ampla capa usada pelos bispos durante entradas solenes, destacando sua dignidade episcopal.
- Bispos: O mandyas episcopal é frequentemente colorido e decorado, simbolizando a autoridade e o serviço pastoral do bispo.
- Monges: Utilizam uma versão completamente preta, simbolizando humildade, renúncia ao mundo e dedicação à vida ascética.
Do gr.: μανδήλιον (mandḗlion) = toalha
- Ícone do Santo Rosto, associado à tradição de uma imagem de Cristo “não feita por mãos humanas”.
- Toalhas usadas para envolver as mãos do sacerdote ao segurar o cálice ou outros itens litúrgicos.
Na tradição da Igreja, há dias específicos em que a celebração do matrimônio é proibida, respeitando períodos de jejum, festas ou dias dedicados à solenidade espiritual. Esses dias incluem:
Períodos de jejum e festas maiores:
- Dias de jejum, jejum rigoroso, Quaresma ou dedicados exclusivamente às Grandes Festas.
- Durante a Quaresma dos Santos Apóstolos, Quaresma da Dormição da Mãe de Deus e Quaresma e Festividades de Natal.
Vigílias e dias solenes:
- Vigílias das Quartas e Sextas-feiras ao longo do ano.
- Vigílias dos Domingos, das Doze Grandes Festas, das Grandes Festas, e da Festa do Patrono ou Dedicação da Igreja.
- Vigília e dia da Degolação de São João Batista.
- Vigília e dia da Exaltação da Santíssima Cruz.
Períodos especiais:
- Do Domingo de Carnaval ao Domingo de São Tomé.
Essas restrições destacam a centralidade da espiritualidade nesses períodos, enfatizando a preparação e reverência necessárias para tais celebrações.
Do grego Μίτρα, é a cobertura de cabeça usada pelos bispos nas celebrações pontificais.
- Descrição:
- Apresenta forma esférica ou ligeiramente quadrilobada.
- Ricamente bordada, possui uma pequena cruz em sua parte superior.
- Uso na Tradição Russa: Além dos bispos, também sacerdotes com insígnias honoríficas podem usar a mitra.
- Origem e Simbolismo:
- Deriva da coroa dos imperadores bizantinos.
- Simboliza a coroa de espinhos colocada sobre a cabeça de Cristo durante a Paixão.
Arcipreste Mitrado
A mitra é uma insígnia usada por clérigos de alta posição. Em 1786, a imperatriz Catarina, a Grande, concedeu uma mitra ao Arcipreste John Pamfilov, membro do Santo Sínodo e seu confessor. Essa prática era inédita entre o clero secular (não monástico) na Igreja Russa, marcando uma distinção em relação às demais Igrejas Orientais. Pamfilov, conhecido por suas críticas ao monasticismo e aos bispos, tinha grande influência sobre a imperatriz. Embora a novidade tenha suscitado críticas, como as do Metropolita Platão de Moscou, a concessão de mitras ao clero branco tornou-se uma prática característica da Igreja Russa.
O Mnimósynon (em grego, Μνημόσυνον) é um ofício fúnebre realizado após o nono dia do falecimento de um fiel, até o quadragésimo dia. Após este período, a Igreja dedica dias específicos ao longo do ano para a memória dos defuntos, intercedendo junto a Deus pelo descanso e salvação de suas almas.
Outros ofícios pelos defuntos:
- Panikida: Serviço específico para a memória dos defuntos.
- Litania pelos defuntos: Incluída na Sagrada Liturgia.
- Ofício de Matinas com Litanias pelos defuntos: Celebrado nos sábados da Grande Quaresma e em outros sábados ao longo do ano.
Esses serviços destacam a oração constante da Igreja pelos que partiram, unindo a comunidade de fé em intercessão pelos seus entes queridos.
Do gr.: μάκτρον (máktron) = toalha pequena
Pequeno pano vermelho usado para cobrir o cálice sob os véus litúrgicos. Também é utilizado para limpar o cálice após a Comunhão.
Do gr.: μαργαρίτης (margarítēs) = pérola
Partícula do pão consagrado distribuída na Comunhão.
Do gr.: μεγάλο (megálo) = grande
Livro dos Evangelhos (Evangeliário).
Do gr.: μέγας (mégas) = grande; σχήμα (schḗma) = hábito
Monge que alcançou o terceiro e último grau da vida monástica.
Vd.: Papádica.

